Politicando
Após derrubar dois ministros de Bolsonaro e conquistar cargos, Arthur Lira mira Paulo Guedes e Francisco Salles
Alagoano está dando as cartas no governo federal com apoio do Centrão
O primeiro recado do deputado Arthur Lira (Progressistas) como presidente da Câmara Federal foi para o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sobre o possível uso de “remédios amargos” no Governo. A investida deu certo e o alagoano passou a se tornar o “01” no Palácio do Planalto.
Bolsonaro não apenas atendeu ao pedido do Centrão ao exonerar o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, como também fez um “agrado” oferecendo a chefia do Gabinete Civil. A deputada federal Flávia Arruda (PL) foi a indicada para assumir o cargo, ocupado pelo general Luís Eduardo Ramos.
De forma ousada, o Centrão agora mira os ministros Paulo Guedes (Fazenda) e Francisco Salles (Meio Ambiente).
A primeira manobra visando a queda de Paulo Guedes é o engessamento do Orçamento da União feito no Congresso Nacional. Guedes chegou a dizer que “o orçamento está totalmente inexequível”, da forma que foi aprovado pela Câmara Federal.
Outro ataque feito contra o ministro da Fazenda foi quando ele tentou fazer a articulação política no parlamento. Os deputados federais deram uma freada e impediram que as negociações fossem realizadas por Paulo Guedes.
Já Francisco Salles, vem fragilizado desde os desastres ambientais causados na Amazônia. A justificativa apresentada pelo Centrão é de que o Governo precisa evitar mais desgastes para o Governo.
Se continuar no ritmo que está, o deputado alagoano continuará sendo o autor intelectual da reforma administrativa no Governo Federal e responsável por dizer quem entra e quem sai do Planalto.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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