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Disputa pelo Governo pode afastar Marcelo Victor de Arthur Lira

Para facilitar chegada ao comando do Executivo, deputado poderá mudar de grupo político

13/09/2021 17h05
Disputa pelo Governo pode afastar Marcelo Victor de Arthur Lira

A aproximação entre os presidentes da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e da Câmara Federal, Marcelo Victor (Solidariedade) e Arthur Lira, respectivamente, pode ser abalada com as composições para as eleições de 2022.

Há algum tempo, Victor e Lira se mostraram muito próximos. Mas a escolha dos candidatos ao governo pelos grupos de situação e oposição pode afastá-los. O governador Renan Filho (MDB) deverá ser o pivô dessa separação.

Desde que assumiu a presidência da Casa de Tavares Bastos, Marcelo Victor tem feito um papel de bombeiro entre deputados e o Palácio República dos Palmares, evitando um desgaste que era frente em gestões anteriores.

Mesmo com essa postura apaziguadora, Victor foi firme em decisões que contrariam a vontade do governador.

Sucessor natural ao cargo de governador, Marcelo Victor estuda se será ou não candidato à reeleição – caso Renan Filho se desincompatibilize do cargo para disputar a vaga do Senado Federal.

Ainda sem dar sinais sobre qual será sua decisão, Renan Filho se aproximou de Marcelo Victor na intensão de fazer uma grande aliança, agregando novos aliados. Mas essa movimentação não estaria agradando a Arthur Lira, que tem mostrado total interesse em ter um dos seus na disputa majoritária.

Renan Filho e Marcelo Victor passaram a aparecer constantemente juntos, principalmente em eventos do Programa CRIA – Criança Alagoana.

Cedo ou tarde, Marcelo Victor terá de descer do muro e tomar a decisão de continuar ao lado de Arthur Lira ou declarar que migrará de forma definitiva para o grupo político liderado pela família Calheiros.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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