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Chegada de Bolsonaro ao Progressistas pode esvaziar partido em Alagoas

Maior liderança do partido em Alagoas, Arthur Lira diz que não vai falar a respeito do assunto, pelo menos “por enquanto”

18/10/2021 17h05
Chegada de Bolsonaro ao Progressistas pode esvaziar partido em Alagoas

A filiação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ao Progressistas está ficando cada vez mais próxima de acontecer. O chefe do Executivo nacional está há dois anos sem fazer parte de uma sigla partidária.

Caso realmente se concretize, Bolsonaro no Progressistas pode criar um problema para as composições do partido nas eleições de 2022, principalmente na formação de uma chapa para disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa Estadual (ALE).

Atualmente, a legenda possui quatro cadeiras na ALE: Ângela Garrote, Davi Davino Filho, Tarcizo Freire, e Léo Loureiro. Todos candidatos à reeleição. Há, ainda, outros nomes considerados fortes para a disputa, como o do ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida, e a filha do prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves, Gabriela Gonçalves.

Bolsonaristas como Cabo Bebeto, Flávio Moreno, Leonardo Dias e outros que também ensaiam candidatura em 2022 podem transformar o Progressistas numa “chapa da morte” na disputa proporcional.

Existe, porém, a possibilidade de alguns bolsonaristas não acompanharem o presidente no Progressistas com receio de ficarem fragilizados para as eleições, com risco de não conquistarem a reeleição. Há, também, a probabilidade de haver uma série de desfiliações.

Principal nome do Progressistas em Alagoas, o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira, disse que não irá fazer comentários a respeito do assunto, pelo menos “por enquanto”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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