Politicando
Aliados entregam cargos na Prefeitura de Craíbas em protesto à gestão de Teófilo Pereira
Prefeito tem apenas um vereador na base governista na Câmara Municipal
O prefeito de Craíbas, Teófilo Pereira, está ficando fragilizado politicamente com a perda de aliados. Recentemente, três secretários municipais entregaram os cargos por não concordarem com o modelo de gestão implantará no município.
As reclamações sobre o primeiro ano da administração de Pereira são constantes. O gestor não tem desagrado apenas a opositores, mas a importantes lideranças políticas que estão o chamando de “coronel”.
Na sexta-feira (12), dois secretários entregaram os cargos, o ex-vereador Eduardo Farias - liderança forte do Distrito de Folha Miúda - deixou a secretaria de Administração. Já o ex-presidente da Câmara Municipal, Sérgio do Pedoca, também entregou a secretaria de Meio Ambiente.
O suplente de vereador e secretário-adjunto de Obras, Tatá do Leite, pediu exoneração e também deixou o governo comandado por Teófilo Pereira.
“Uma forma de governar individualista está sendo implantada na cidade, um verdadeiro regime coronelista, onde só ele manda e desmanda. Por isso, secretários, vereadores, e até empresários estão entregando os cargos e deixando de lado a fidelidade ao atual gestor craibense”, disse um informante que pediu para ter o nome preservado.
Vale lembrar que, logo no início da gestão, a psicóloga Jane Fernandes entregou a titularidade da secretaria municipal de Saúde. Os empresários Zito e Zitinho também deixaram de fazer parte do grupo político liderado por Teófilo Pereira.
SEM FORÇA NA CÂMARA
Teófilo Pereira também está tendo dificuldades com o grupo de vereadores que dá sustentação à sua gestão na Câmara Municipal.
O prefeito tinha o apoio dos vereadores Niraldo Crispim, Sônia do Tatá, Valdinho Fausto, Fusquinha e Beba Cândido. Agora, dos nove parlamentares, apenas um é da base governista.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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