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Mais dois Calheiristas deixam PL com a chegada de Bolsonaro ao partido

Irmão e sobrinho de Renan Calheiros usaram redes sociais para anunciar desfiliação

02/12/2021 16h04 - Atualizado em 02/12/2021 16h04
Mais dois Calheiristas deixam PL com a chegada de Bolsonaro ao partido

A chegada do presidente Jair Bolsonaro no PL está fazendo muitos filiados deixarem o partido. O primeiro foi o presidente estadual Maurício Quintela, que comandava a legenda há 13 anos. No fim dessa quarta-feira (01), mais duas importantes lideranças políticas da Zona da Mata também se desfiliaram da sigla.

O ex-vereador por Murici, Renildo Calheiros, e o pai dele, Robson Calheiros, anunciaram a saída do PL. Robson é irmão do senador Renan Calheiros (MDB). Eles usaram as redes sociais para se posicionar a respeito do assunto. A justificativa é a de que não ficarão num partido “que tem em suas hostes um cidadão que flerta com o fascismo”.

“Gostaria de comunicar aos amigos e correligionários que estamos nos desfiliando do Partido Liberal, eu e meu pai Robson Calheiros, por discordarmos da sórdida e oportunista entrada de Bolsonaro no partido. Sempre defendemos a democracia, sendo assim, não condiz com nossos posicionamentos fazer parte de um partido que tem em suas hostes um cidadão que flerta com o fascismo. Queremos agradecer a todos e dizer alto e bom som: #forabolsonaro! Em breve anunciaremos nossos novos caminhos. Abraço”, escreveu Renildo num postagem feita ao lado de Maurício Quintela.

Também através das redes sociais, Quintela comentou a decisão em pedir desfiliação do PL. Ele disse que deixa o partido “por absoluta incompatibilidade com a política bolsonarista”. “Hoje deixo o PL ( Partido Liberal ) onde estive filiado por 13 anos. Agradeço ao Presidente Valdemar e a todos os meus correligionário. Saio pela porta da frente, representei o partido na mesa do Congresso Nacional,no Ministério dos Transportes,Portos e Aviação Civil,e tive a honra de liderar nossa bancada por duas vezes. Saio por absoluta incompatibilidade com a política bolsonarista e tudo que ela representa”, justificou.

A expectativa é que aconteça uma desfiliação em massa, principalmente de aliados da família Calheiros.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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