Politicando
“Morda os seus beiços”, grita Fernando Collor contra Rodrigo Cunha
Ex-presidente aumentou o tom questionou nomeação de namorada do senador pelo UB à uma secretaria de Maceió
O clima esquentou do Debate 7Segundos 2022 esquentou quando o candidato Fernando Collor aproveitou a resposta que estava dando à pergunta da presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Rosa Tenório, para atacar o também postulante Rodrigo Cunha, acusando-o de ter nomeado a namorada Millane Fabricia da Hora Figueiredo, que é advogada e cantora, para ocupar o cargo em comissão de assessora especial da Assessoria Especial de Políticas Sociais com salário de R$ 11 mil.
“Como foi aqui pelo senador Rodrigo Cunha, dizendo que fazia a sua escolha de acordo com sua competência. Não foi o que sua excelência fez quando indicou para uma secretária da Prefeitura de Maceió uma sua namorada ou uma sua companheira e que não me parece que ela tinha aptidões técnicas para exercitar essa profissão”, ressaltou Collor.
Com o tom de voz mais áspero, Collor rebateu Cunha, que o acusou de pertencer a grupos políticos. “A excelência hoje é uma pessoa absolutamente dependente de um grupo político do deputado Arthur Lira. Todos nós sabemos. O senhor saiu do PSDB e foi para a União Brasil em busca do fundo eleitoral do União Brasil para financiar a sua campanha. E como dizer que não faz parte de um grupo político”, disse Collor.
Ao final do seu tempo de fala, Collor desafiou Cunha a explicar as acusações de ser a favor de pedágio e também sobre a indicação de Millena hora para uma secretaria municipal. “Responda. Responda”, gritava Collor. A partir daí o debate foi suspenso porque Cunha, pedindo direito de resposta, se levantou e partiu para cima de Collor, que permaneceu onde estava, sem recuar.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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