Politicando
PCC tinha acesso a informações sobre residência de Arthur Lira, diz PF
Informação foi descoberta em mais uma etapa da operação Sequaz, que investiga plano de sequestro contra o senador Sérgio Moro
Um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa paulista que atua nos presídios de todo o país, envolvia o deputado federal alagoano Arthur Lira (PP). A informação foi divulgada pela Polícia Federal, que executou nesta quinta-feira (14) mais uma etapa da operação Sequaz.
Os trabalhos desta operação foram iniciados em março deste ano, quando a PF descobriu um plano para sequestrar o senador Sérgio Moro (União) e o promotor paulista Lincoln Gakiya, que atua no núcleo de repressão ao crime organizado no estado.
Segundo os levantamentos da PF, o núcleo do PCC estaria insatisfeito com o endurecimento das regras nas prisões aos líderes da facção e as constantes remoções para diferentes presídios, realizados pelo ministério da justiça enquanto Moro era o titular da pasta.
Na etapa desta quinta-feira, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e outros 16 de busca e apreensão. Dentre os materiais apreendidos, a polícia encontrou informações sobre as residências oficiais de Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (PSD), presidentes da Câmara e do Senado.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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