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Incra e UFAL: Em Alagoas, Lula sofre desgaste com setores da esquerda que lhe sustentaram

Acostumado a enfrentar a insurgência de conservadores, presidente convive agora com pressão de setores da esquerda

30/04/2024 17h05 - Atualizado em 30/04/2024 17h05
Incra e UFAL: Em Alagoas, Lula sofre desgaste com setores da esquerda que lhe sustentaram

Acostumado a enfrentar resistência de aliados às suas medidas como presidente da República, Lula enfrenta um tipo de rebeldia diferente neste seu terceiro mandato: o de categorias intrinsecamente alinhadas ao seu governo e seu partido, o PT.

Em Alagoas, Lula enfrenta surpreso a rebeldia de duas frentes altamente ‘esquerdizadas’: os professores e técnicos da Universidade Federal de Alagoas, e os movimentos de luta pela terra, através da indicação para a chefia do Incra no estado.

Docentes e técnicos da Ufal entraram em greve na última segunda-feira (29), em busca de reposição salarial e contra a redução no orçamento da universidade. O resultado prático do movimento é o atraso ainda maior do calendário universitário, que já andava bastante comprometido por paralisações anteriores.

Já os movimentos sociais ocupam desde o final de semana a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, em protesto contra a manutenção do controle do deputado Arthur Lira sobre o comando do órgão.

Apesar de terem conseguido derrubar o antigo superintendente primo de Lira, o ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira garantiu ao deputado a indicação do seu substituto. O fato revoltou os movimentos, que prometem endurecer a resistência até que um nome alinhado às causas assuma o cargo.

Não é fácil a vida de Lula em Alagoas - além de ter que enfrentar o conservadorismo dos políticos locais que por ora compõem o seu governo, o presidente tem que lidar ainda com os motins organizados pela própria esquerda.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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