Politicando
Família Valença racha em São José da Laje, e madrasta pode disputar reeleição contra enteada
Ex-prefeito Rodrigo Valença lançou a irmã, Ravena, contra a vontade da atual prefeita e do seu marido, Neno da Laje
A decisão de Rodrigo Valença, ex-prefeito de São José da Laje, em indicar sua irmã Ravena Valença para o executivo da cidade nas eleições deste ano, causou um verdadeiro vendaval na família, que dirige a prefeitura da cidade há muitas eleições.
Isso porque a atual prefeita, Ângela Vanessa (PP), foi eleita em 2020 com apoio de Rodrigo, que dois anos depois candidatou-se a deputado federal pelo União Brasil. Apesar de não eleito, obteve grande votação na região da mata, fortalecendo seu nome e estabelecendo-se como uma liderança regional.
No núcleo político-familiar, a ordem natural era a de que Ângela disputasse a reeleição, movimento que foi inviabilizado pela decisão de Rodrigo em indicar a irmã como o nome majoritário.
A posição do ex-prefeito de apoiar o nome da irmã não agradou em nada ao velho líder político da cidade, o também ex-prefeito Neno da Laje. Ele é o esposo da atual gestora Ângela Vanessa, e trabalha pela reeleição da prefeita nas urnas neste ano.
Dessa forma, dentro dos Valença, está declarada a disputa: Neno, o velho cacique, defende a reeleição de Ângela - deixando claro em grupos de whatsapp na cidade que não compactua com a articulação do filho que levou ao nome da própria filha para a disputa do posto.
Do outro lado, Rodrigo já anunciou o nome da irmã e trabalha o apoio do deputado federal Arthur Lira para a empreitada. O detalhe que deixa a situação ainda mais complexa é que Ângela é filiada ao PP de Arthur - ou seja, apoiar Ravena é ir contra a candidata de sua própria legenda.
Na cidade, o que se fala é que a atual gestora, depois da queda, prepara o coice: circula a informação de que a caneta da prefeita já prepara a exoneração de vários servidores ligados à Rodrigo Valença. A guerra, que por enquanto é de palavras, pode chegar às urnas - com madrasta e filha disputando o poder.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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