Politicando
Arthur Lira já tem votos suficientes para eleger seu candidato à presidência da Câmara
Articulação em torno do nome do paraibano Hugo Motta está isolando nomes do PSD e do União Brasil
Ainda que estejamos a quatro meses da escolha oficial para o próximo presidente da Câmara dos Deputados, o título que o internauta acabou de ler não está incorreto. Se não houver nenhuma intercorrência, Arthur Lira já fechou a conta da vitória do seu sucessor, o paraibano Hugo Motta (Republicanos).
Aliás, não fechou, porque o número de votos do republicano pode ser ainda maior do que o que já está na planilha do deputado alagoano. Alguns partidos, que ainda não definiram voto, podem chegar ‘por gravidade’ ao grupo de Motta e Lira.
A conta é a seguinte: Motta/Lira já fecharam adesão de Republicanos, partido de Motta (44 deputados), PP (legenda de Lira, 50 deputados), MDB (44), PT (68) e Podemos (14).
A jogada de Arthur, abrindo uma ‘comissão especial’ para analisar o projeto de anistia aos vândalos do 8 de janeiro, está em vias de garantir o apoio em massa também do PL de Bolsonaro - são mais 92 parlamentares.
Até aí, são 312 votos, número acima dos 257 necessários para a formação de uma maioria que garante a vitória na eleição. Os 55 votos além do mínimo ainda podem ser usados na ‘taxa de traição’, aqueles parlamentares rebeldes que eventualmente não seguirem a determinação da sua legenda.
Além desses, PSDB/Cidadania (17), PSB (14), PCdoB (7) e PV (5) tendem a chegar por ‘gravidade’ ao grupo, seja pelo diálogo com Arthur Lira ou pelo pedido do governo Lula, que deixa acertadamente sua própria bancada definir os rumos - elevando a votação de Motta para até 354 parlamentares.
Óbvio, Lira não é o único fiador da candidatura de Motta - PT, governo Lula e até Bolsonaro poderão tirar uma ‘lasquinha’ do sucesso do paraibano. Mas é fato que o êxito eleitoral garante a Arthur uma certa influência na Câmara, além da possibilidade de assumir um ministério de peso em 2025.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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