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Alagoas bate recorde de prefeitas eleitas, mas homens ainda são maioria

Mulheres alcançam o poder em menos de ¼ dos municípios alagoanos

08/11/2024 17h05
Alagoas bate recorde de prefeitas eleitas, mas homens ainda são maioria

As eleições de 2024 registraram um tímido avanço da participação feminina nos executivos municipais em toda Alagoas. Nas urnas, as mulheres conseguiram vencer 24 das 102 prefeituras disponíveis.

Em relação a 2020, houve um aumento de duas prefeituras - foram 22 conquistadas naquela eleição. Em números percentuais, apenas 23,5% dos municípios alagoanos serão governados por mulheres a partir de 2025.

Assim como na eleição masculina, o MDB também é o partido que conquistou o maior número de prefeitas - foram 16 das 24 mulheres eleitas nas urnas em 6 de outubro. O PP vem logo após, com 7; Republicanos elegeu apenas uma.

A participação feminina na política é uma demanda antiga da sociedade, porém a legislação avançou para dar mais espaço a elas somente no que diz respeito às câmaras municipais - não há obrigatoriedade de cotas de gênero na disputa do poder executivo.

Confira as mulheres que irão governar cidades alagoanas a partir de 2025:

MDB
Leonor Monteiro (Monteirópolis)
Mayara de Carro Véio (Jacuípe)
Ângela Wanessa (São José da Laje)
Fátima Resende (Pilar)
Ubiratania Santana (Carneiros)
Lucila Toledo (Cajueiro)
Eronita Sposito (Porto Calvo)
Tia Júlia (Palmeira dos Índios)
Márcia Cavalcante (São Luís do Quitunde)
Ceci Hermann (Atalaia)
Fal Farias (Mata Grande)
Ziane Costa (Delmiro Gouveia)
Rita do Araçá (Joaquim Gomes)
Marcela Gomes de Barros (Novo Lino)
Socorrinho Melo (Jacaré dos Homens)
Rosa Camilo (Dois Riachos)

PP
Pauline Pereira (Campo Alegre)
Suzy Higino (Olho D’água Grande)
Nayara Feitosa (Água Branca)
Edilza Alves (Lagoa da Canoa)
Silvana Cavalcante (Flexeiras)
Josélia de Zé Hermes (Canapi)
Denyse Siqueira (Ouro Branco)

Republicanos
Lívia Carla (Barra de Santo Antônio)

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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