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Arrocho nas contas estaduais causa “fritura” de secretária da Fazenda

Apesar das críticas, Renata dos Santos mantém prestígio junto ao governador Paulo Dantas

21/11/2024 17h05
Arrocho nas contas estaduais causa “fritura” de secretária da Fazenda

Por vários motivos além das eleições municipais, as últimas semanas têm sido de tensão para a secretária de Fazenda do estado, Renata dos Santos. É na conta dela que tem recaído os mais recentes contingenciamentos propostos pelo governo Paulo Dantas, em várias áreas.

De fato, dois pontos chamaram a atenção especificamente dos servidores da educação do estado: o contingenciamento de recursos na Universidade de Ciências de Saúde de Alagoas - Uncisal, que pode inclusive levar ao cancelamento do vestibular em 2025; e a revogação de progressões de professores da rede estadual.

Justiça seja feita, o ordenador de despesas, eleito pelo povo em 2022, é o governador Paulo Dantas. Mas Renata tem, desde que assumiu a Sefaz após a saída de George Santoro, autonomia total para ‘fazer andar’ os processos, ou mesmo negociar uma saída técnica com o governador para esses casos.

Tendo o namorado como candidato a vereador por Maceió, Renata entrou no jogo e por isso está sendo ‘fritada’ dentro do governo - em jogada política rasteira e sem muito sentido de ser. O modus operandi é o mesmo de sempre, ‘fogo amigo’ partindo de dentro da máquina estadual.

Fontes de dentro do palácio Zumbi dos Palmares são unânimes ao afirmar: Renata continua com prestígio junto ao governador, e as críticas não mudam o seu status. A gestora vem fazendo o dever de casa com louvor, mantendo as contas públicas em dia e a capacidade de investimento do estado.

O resto - segundo interlocutores - é fofoca e futrica.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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