Politicando
Arrocho nas contas estaduais causa “fritura” de secretária da Fazenda
Apesar das críticas, Renata dos Santos mantém prestígio junto ao governador Paulo Dantas
Por vários motivos além das eleições municipais, as últimas semanas têm sido de tensão para a secretária de Fazenda do estado, Renata dos Santos. É na conta dela que tem recaído os mais recentes contingenciamentos propostos pelo governo Paulo Dantas, em várias áreas.
De fato, dois pontos chamaram a atenção especificamente dos servidores da educação do estado: o contingenciamento de recursos na Universidade de Ciências de Saúde de Alagoas - Uncisal, que pode inclusive levar ao cancelamento do vestibular em 2025; e a revogação de progressões de professores da rede estadual.
Justiça seja feita, o ordenador de despesas, eleito pelo povo em 2022, é o governador Paulo Dantas. Mas Renata tem, desde que assumiu a Sefaz após a saída de George Santoro, autonomia total para ‘fazer andar’ os processos, ou mesmo negociar uma saída técnica com o governador para esses casos.
Tendo o namorado como candidato a vereador por Maceió, Renata entrou no jogo e por isso está sendo ‘fritada’ dentro do governo - em jogada política rasteira e sem muito sentido de ser. O modus operandi é o mesmo de sempre, ‘fogo amigo’ partindo de dentro da máquina estadual.
Fontes de dentro do palácio Zumbi dos Palmares são unânimes ao afirmar: Renata continua com prestígio junto ao governador, e as críticas não mudam o seu status. A gestora vem fazendo o dever de casa com louvor, mantendo as contas públicas em dia e a capacidade de investimento do estado.
O resto - segundo interlocutores - é fofoca e futrica.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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