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Alagoano Aldo Rebelo assume missão nacional pelo MDB, e pode entrar em ‘rota de colisão’ com Calheiros

Ex-ministro do governo Dilma será o construtor do congresso nacional da legenda, no meio do ano

06/01/2025 17h05
Alagoano Aldo Rebelo assume missão nacional pelo MDB, e pode entrar em ‘rota de colisão’ com Calheiros

Após ter sido peça importante na reeleição do prefeito paulista Ricardo Nunes (MDB), o alagoano e ex-ministro Aldo Rebelo terá uma nova missão, dada pelo diretório nacional do MDB, sua legenda.

Rebelo será o responsável por construir o próximo congresso nacional do partido, que deve ocorrer em junho. O ex-ministro terá carta branca do presidente da legenda, Baleia Rossi (SP) para percorrer o país e realizar encontros temáticos nos estados.

Aldo chegou a ser convidado pelo prefeito Ricardo Nunes para assumir a Secretaria de Educação de São Paulo, mas declinou do convite e preferiu aceitar a função dada pela direção nacional do MDB de viajar pelo país para construir os futuros passos da legenda.

Uma vez como dirigente emedebista, Aldo terá uma função que deve lhe opor a outras lideranças do partido, dentre elas os alagoanos Renan Calheiros e o ministro Renan Filho.

Rebelo defende uma posição de independência em relação ao governo Lula, ao contrário do que pensam os Calheiros. Isto pode fazer com que, em 2026, Renans e Aldo estejam em campos opostos: um defendendo uma candidatura própria do partido, enquanto Calheiros na defesa da adesão do MDB à reeleição de Lula.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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