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Primeira missão de João Campos como presidente reeleito do PSB passa por Maceió

Líder nacional dos socialistas terá que desempenhar tarefa partidária na capital alagoana

09/04/2025 17h05
Primeira missão de João Campos como presidente reeleito do PSB passa por Maceió

Já de fato reeleito presidente do PSB nacional, restando apenas a confirmação no congresso nacional do partido, o prefeito do Recife João Campos tem uma missão, considerada essencial, quando assumir de direito a liderança nacional da sigla.

Será dele a tarefa de trazer de volta o amigo e ex-correligionário JHC ao PSB alagoano, deixado pelo prefeito de Maceió em pleno segundo turno das eleições de 2022 - quando filiou-se ao PL de Bolsonaro.

A tarefa parece, mas não é tão fácil, já que ao sair da legenda, JHC fez com que o então presidente do partido, Carlos Siqueira, a entregasse em Alagoas para o governador Paulo Dantas.

Hoje no comando informal da sigla, Dantas parece não ter dado muita importância ao PSB. Continuou no MDB e lançou algumas dúzias de candidatos nas eleições de 2024. Saiu das urnas com dois prefeitos - um deles já filiou-se ao MDB.

Dessa forma, Campos terá que convencer Paulo Dantas a entregar a sigla, já que não interessa um embate partidário com o governador do estado.

Feito isto, o caminho estará aberto para o retorno de JHC ao ninho socialista - e a tarefa de alinhar-se ao governo Lula estará parcialmente cumprida pelo prefeito de Maceió.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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