Politicando
Siderlane Mendonça pode ser afastado definitivamente da Câmara, diz parecer do MPE
Documento também recomenda convocação imediata do suplente Caio Bebeto
Um parecer emitido pelo procurador Marcelo Lobo, do Ministério Público Eleitoral de Alagoas (MPE) defende o afastamento definitivo do vereador Siderlane Mendonça (PL) até o fim do prazo estipulado pela justiça, de 180 dias. O ato que tirou o vereador da Câmara de Maceió completa 60 dias nesta quarta (25).
No documento, o procurador também se manifesta pela convocação imediata do suplente de Siderlane, Caio Bebeto (PL). O ‘reserva’ imediato chegou a solicitar à mesa diretora a sua convocação, mas teve o pedido negado.
Com a manifestação do MPE, resta agora a decisão dos desembargadores do TRE acerca do tema, o que pode acontecer nos próximos dias. A relatoria do caso é do desembargador Milton Gonçalves.
Siderlane foi afastado do cargo em 25 de abril, após a Operação Falácia, da Polícia Federal. Os investigadores apontaram que o vereador liderava em seu gabinete uma espécie de ‘rachadinha’, a partir de movimentações financeiras consideradas incomuns em suas contas bancárias.
À época, a juíza responsável pelo afastamento do parlamentar afirmou que a retirada de Siderlane da Câmara era necessária para o avanço das investigações, e determinou prazo de 180 dias, ou até o fim do inquérito.
O documento do MPE é um forte revés para Siderlane, que vem defendendo sua inocência desde o começo do processo, e continua atuando nas redes sociais como vereador em ação. Em contrapartida, fortalece Caio Bebeto, que pode finalmente assumir o mandato se o parecer for acatado pelo TRE.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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