Politicando
Bárbara Braga e Caroline Januário deixam governo e entram no jogo eleitoral de Paulo Dantas
O governador Paulo Dantas fez mais um movimento calculado no tabuleiro político ao exonerar duas peças importantes do seu governo: Bárbara Braga, do Turismo, e Caroline Januário, da Articulação Política.
As saídas, publicadas no Diário Oficial desta sexta-feira (04), não são apenas administrativas. São políticas. E dizem muito sobre como o grupo governista começa a organizar o jogo para as eleições.
Entram no jogo e com função definida
Bárbara Braga e Caroline Januário deixam o governo dentro do prazo legal de desincompatibilização, mas não saem do projeto. Pelo contrário: entram oficialmente na disputa.
Nos bastidores, a leitura é clara. O governo amplia o leque de nomes para fortalecer as chapas proporcionais, especialmente no MDB, sem descuidar de articulações em outras siglas, como o PSD.
É movimento típico de quem quer chegar competitivo: ocupar espaço, preencher nominatas e evitar surpresas na montagem final.
Saem do cargo, mantêm influência
Outro ponto que chama atenção é o modelo adotado. Não houve ruptura. Nem perda de controle.
Assim como em outras mudanças recentes, os próprios ex-titulares indicaram seus substitutos. No Turismo, por exemplo, entra Paulo Roberto Kugelmas, nome técnico que já fazia parte da estrutura.
Na prática, isso significa que, mesmo fora dos cargos, Bárbara Braga e Caroline Januário continuam com influência direta nas áreas que comandavam.
É uma saída que não rompe apenas reposiciona.
Estratégia em curso
O movimento reforça o que já vinha sendo desenhado: Paulo Dantas está organizando sua base com foco total no processo eleitoral.
Parte do grupo vai para a disputa. Outra parte permanece na engrenagem do governo, garantindo sustentação política e administrativa.
No fim das contas, a mensagem é simples: ninguém está saindo do jogo. Só estão mudando de posição.
E o jogo, claramente, já começou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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