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Filiado ao PP, Gunnar Nunes anuncia apoio a Renan Filho ao governo de AL

Mudança de palanque do líder evangélico pode ser um aceno de Arthur Lira, presidente da sigla, ao MDB

20/05/2026 17h05 - Atualizado em 20/05/2026 18h06
Filiado ao PP, Gunnar Nunes anuncia apoio a Renan Filho ao governo de AL

Mais um improvável movimento político foi registrado no cenário político alagoano nesta semana. A novidade é a mudança de grupo do líder da igreja Assembleia de Deus em Alagoas, Gunnar Nunes. Nesta terça (19), ele anunciou seu apoio a Renan Filho na disputa ao governo do estado.

Após filiar-se ao PL para disputar uma vaga de deputado federal com a presença do então presidente da sigla, JHC, Gunnar foi ‘pescado’ por Arthur Lira, e ainda antes do período da janela eleitoral migrou para o PP - uma movimentação que causou a ira do ex-prefeito e foi um dos motivos da cisão entre ambos.

Agora, Gunnar realiza o seu terceiro movimento político, ao declarar apoio a Renan Filho, que será candidato pelo MDB em um campo oposto ao que seu partido irá disputar nas eleições.

Junto ao líder evangélico, também declarou apoio a Renan o deputado estadual Mesaque Padilha, que está no União Brasil - partido federado ao PP, que participa da mesma chapa para deputados estaduais.

Com a adesão de Gunnar, Renan ganha um grande fôlego principalmente entre o eleitorado evangélico, que tem na Assembleia de Deus uma de suas maiores denominações.

O gesto dos dois nomes, entretanto, levanta algumas questões que seguem sem resposta: qual será a posição do PP quanto à ‘infidelidade’ de Gunnar e Mesaque, já que o partido provavelmente apoiará um outro nome para o governo do estado? Ou a ida dos dois ao palanque de Renan Filho foi combinada com Arthur Lira, num gesto que pode significar um aceno para um acordo futuro?

Por enquanto, os bastidores locais seguem em silêncio. As movimentações acontecem em Brasília.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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