João Victor Gonçalves volta ao Rock in Rio após ataque homofóbico
Ator, no ar como Mau Mau em 'Quem Ama Cuida', esteve na terceira noite do festival um dia depois de ser hostilizado em público ao deixar a Cidade do Rock
O ator João Victor Gonçalves, o Mau Mau de Quem Ama Cuida, voltou ao Rock in Rio, neste domingo (6), após ser alvo de homofobia durante a abordagem sofrida ao deixar o festival, na madrugada desse sábado (5). Em papo com a Quem, ele falou sobre o assunto um dia depois do episódio e depois de acionar advogados para cuidar do caso.
"Eu estou bem. Eu recebi muito apoio de muitas pessoas, todo mundo viu e acho que o Brasil se mobilizou. Tem uma rede de apoio muito boa, muito forte. Toda a minha assessoria, a equipe da Globo, meus amigos de novela, todo mundo muito acolhedores, então foi... Estou bem! Estou curtindo o festival, vim para isso. A gente não pode deixar se abalar também, então aconteceu, levanta a cabeça e vamos seguir, entendeu? Porque a gente não pode deixar se abalar por uma coisa dessas. É isso que eles querem."
Ele ainda falou sobre o personagem que interpreta na trama das 9. Ator: "O Mau Mau fala sobre isso, né? Ele conta essa história, ele fala sobre resistência, sobre erguer a cabeça e seguir em frente, contornar a homofobia, quer seja dentro de casa, quer seja na rua. Infelizmente a gente passa por essas coisas ainda em 2026. A gente precisa mudar e eu fiquei muito muito feliz de, apesar de toda essa situação, poder ser uma voz potente para falar sobre isso, para levantar uma tag, para movimentar uma rede social, para fazer com que artistas, para fazer com que jornalistas falem sobre esse assunto, que é o que a gente está contando na novela, que é o assunto que a gente está tentando mudar o país através desses personagens", completou ele, que falou sobre sua visibilidade da fama com fator para chamar a atenção para casos de LGBTfobia.
"Então, fiquei muito feliz de a gente poder... Eu falei: 'Cara, é muito chato, mas que bom que foi comigo, que tenho voz. Porque poderia ter sido com alguém que, pô, aconteceria, ficaria mal sozinho e não teria uma rede de apoio. Então, que bom que eu tenho essa rede de apoio, que eu pude enfrentar isso", finalizou.
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