Celebridades

Luciana Gimenez admite culpa por relação dos filhos com tecnologia

Apresentadora é mãe de Lucas Jagger, de 27 anos, do envolvimento com Lucas Jagger, e de Lorenzo, de 15, do antigo casamento com Marcelo de Carvalho

Por 7Segundos com Revista Quem 03/11/2026 10h10
Luciana Gimenez admite culpa por relação dos filhos com tecnologia
Luciana Gimenez e filhos - Foto: Reprodução

Luciana Gimenez, de 57 anos, desabafou sobre culpa materna. A apresentadora compartilhou em seu Instagram, no fim de semana, um vídeo afirmando que se sente responsável pela relação dos filhos com tecnologia. Ela é mãe de Lucas Jagger, de 27 anos, do envolvimento com Mick Jagger, e de Lorenzo, de 15 anos, do antigo casamento com Marcelo de Carvalho, ex-dono da RedeTV! e apresentador da emissora.

"Toda mãe carrega uma culpa no peito, não é mesmo? A maternidade parece que já vem com esse contrato invisível de que em algum momento a gente vai sentir em débito. E hoje se eu for ser bem sincera do fundo do meu coração com vocês, a minha maior culpa tem nome e sobrenome: a tecnologia", começou.

Gimenez justificou seu sentimento. "Eu me pego pensando qual foi o momento exato em que a gente perdeu o controle da educação dos nossos filhos para uma tela de celular. Quando foi que aquele aparelhinho inofensivo tomou conta de tudo? Criar um adolescente hoje é acordar sentindo que você está entrando em uma guerra sem fim. E o pior é que a gente se cansa da própria voz. Eu olho para mim mesma e me sinto assim disco quebrado. É o dia inteiro [falando]: 'Larga esse celular', 'olha para mim', 'conversa comigo', 'me dá uma ideia', 'vem para mesa do almoço sem esse aparelho', 'desliga pouquinho', por favor'."

A apresentadora destacou a relação de Lorenzo com as tecnologias. "Você vira aquela pessoa a pessoa mais chata da casa. Sabe aquela pessoa que só cobra? Que só corta o barato, que enche o saco, que só estraga o momento do adolescente", disse.

"E o que me dói de verdade não é nem a desobediência em si, porque ele é obediente. Dói ver o potencial dele se esvaindo pela tela. Você sabe que tem ali na frente uma pessoa brilhante, criativa, cheia de talentos, que conversa bem, desenha bem, tem ideias incríveis. Mas se você falar para ir criar alguma coisa, 'vamos desenhar', a resposta é aquele vazio porque a mão já está colada no telefone: 'Ai como você é chata'", relatou.

Gimenez falou do papel da engenharia das redes sociais diante dos usuários. "Não dá para competir com esse algoritmo. Ele foi desenhado para viciar, para dar aquele prazer fácil, e a vida real não funciona nessa velocidade. Até para mim, eu noto. A gente, como adulto, já se pega hipnotizado por isso, mas a gente ainda tem a maturidade de dizer: 'Poxa, agora chega, agora eu vou ler, vou fazer alguma coisa'. O adolescente não tem esse filtro, e é normal. Ele simplesmente é engolido", comparou.

Ela, então, voltou a desabafar sobre a culpa materna. "O que mais corrói a cabeça de uma mãe não é comportamento do filho, que muitas vezes não é nada grave, mas é a cobrança interna que não dá uma trégua. Fala: 'Gimenez, você poderia ter feito melhor?', 'Por que que você não foi mais dura lá atrás?'. Porque a gente tem controle por muito pouco tempo. Depois, a gente perde pouco. 'Por que que você não impôs mais regras, mais rígidas?', 'Por que que você não deixou entrar esse celular tão cedo?'", questionou.


"Eu me sinto culpada por cobrar. Eu me sinto terrivelmente culpada por achar que não peguei mais pesado o suficiente quando eu ainda podia. A gente tenta achar formas criativas de puxar eles de volta para o mundo real, tenta fingir costume, tenta brincar, pegar joguinho de board game [tabuleiro] sentar, ter uma brecha para ter cinco minutos de conversa sem uma notificação apitando. Mas o sentimento de fracasso às vezes é inevitável, porque eu sei que ele pode mais. A gente só quer o melhor para eles. Eu precisava desabafar isso porque a gente se isola muito nessa própria culpa", concluiu.