Após ser presa no Egito, Malévola diz não se arrepender de visitar o país
Influenciadora relembrou a experiência de detenção ao lado da amiga Bruna Mercatelli, com quem viajou ao país
Mariana Alves, de 22 anos, conhecida nas redes sociais como Malévola, afirmou que não se arrepende de ter viajado ao Egito, apesar da experiência de detenção que viveu no país ao lado da amiga Bruna Mercatelli. A influenciadora abriu uma caixinha de perguntas nesta segunda-feira (2) e foi questionada se voltaria atrás na decisão de conhecer o destino. Em resposta, contou que a viagem mudou sua percepção sobre o país, embora tenha passado por situações que classificou como horríveis.
“Eu não me arrependo de ter ido. Muita gente pergunta para mim, eu não me arrependo, serviu de aprendizado muita coisa. Foi horrível a situação que eu passei lá? Foi horrível, foi péssima. Mas orei, pedi para Deus, consegui sair em um dia. Foram algumas situações chatas, mas eu não me arrependo porque é um país, querendo ou não, lindo e legal. As pessoas lá que estragam”, declarou.
Malévola explicou que já havia visitado o Egito anteriormente, acompanhada da mãe e do irmão, mas que a experiência foi diferente da viagem recente. “Eu sempre falava que era um país que eu nunca voltaria. E agora que eu fui com meus amigos, eu tive outros olhos para o Egito. Eu fui para outros lugares, outras cidades, e fiquei encantada”, contou.
A influenciadora também comentou sobre a falta de direitos e a discriminação enfrentada pela comunidade LGBTQIA+ no país, especialmente por mulheres trans. “Infelizmente, é um país que ainda não respeita pessoas LGBTs, entre outras coisas. Pessoas LGBTs podem sofrer preconceito, retaliação, entre outras coisas lá”, afirmou.
Experiência na prisão
Malévola e Bruna Mercatelli, ambas mulheres trans, foram detidas no dia 20 de outubro durante um passeio guiado em Alexandria, contratado pela plataforma GetYourGuide. No grupo estavam cinco brasileiros, além de turistas de outras nacionalidades. Segundo o relato da influenciadora, policiais entraram na van do passeio e levaram as duas para uma delegacia.
Em relato publicado no TikTok, a influenciadora contou que foi submetida a uma inspeção íntima, durante a qual foi obrigada a ficar nua para que os policiais verificassem seu sexo. “Eu tive que ficar pelada para eles verem se eu era mulher mesmo. Eles viram que eu era mulher, pediram desculpa depois, mas eu me senti um lixo”, contou.
Ela também relatou que os celulares das duas foram apreendidos e que passaram mais de 24 horas sem conseguir se comunicar com familiares e amigos. “Não deram água, não deram comida”, disse. Segundo Malévola, elas passaram por três delegacias diferentes ao longo de mais de oito horas e foram liberadas após o pagamento de fiança.
A influenciadora denunciou episódios de assédio sexual durante a viagem e afirmou que homens tocavam o corpo dela e da amiga sem consentimento. Ela também disse que os vídeos gravados durante o passeio, que teriam motivado a investigação das autoridades egípcias, foram feitos com a autorização dos participantes.
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