Obra da Ponte Divaldo Suruagy é embargada após queda de trabalhador
Diversas irregularidades foram identificadas; vítima tinha apenas 21 anos
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que a obra que estava sendo realizada na Ponte Divaldo Suruagy foi embargada devido a constatação de diversas irregularidades. Denúncias apontam que não havia segurança no piso colocado para que os funcionários transitassem durante o trabalho na ponte.
Após o acidente fatal com o trabalhador da obra, Eraldo Rodrigues Neto, de 21 anos, o MPT foi acionado para a realização de uma fiscalização no local. A obra de reparos na Ponte Divaldo Suruagy, que fica localizada no município de Maceió, teve início há mais de um ano. A responsável pela obra de manutenção da estrutura é do Departamento de Estradas e Rodagem (DER).
O acidente
Eraldo Rodrigues Neto, que era funcionário da obra de manutenção da Ponte, teria escorregado em uma tábua do piso improvisado para a locomoção dos funcionários, batido em um estrutura e caído na água. O acidente ocorreu na última terça-feira (13).
O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas mobilizou equipes de resgate para encontrar o rapaz, porém, o corpo do jovem só foi avistado e resgatado na manha desta quinta-feira (15).
O Que diz o DER
Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) afirmou que a obra é fiscalizada diariamente e que todas as normas de segurança, que incluem a disponibilização e o uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), eram atendidas pela construtora responsável. “Testemunhas afirmam que no momento do acidente o trabalhador usava EPI, mas, talvez confiando na própria destreza, resolveu pular de uma plataforma para outra e acabou caindo na lagoa”.
Confira nota íntegra
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) lamenta profundamente o acidente com o trabalhador Eraldo, da construtora Jotabeton, que na tarde desta terça-feira (13) caiu de uma plataforma, enquanto trabalhava numa obra de manutenção da ponte Divaldo Duruagy, e desapareceu nas águas da Lagoa Mundaú. O DER destaca que a obra era fiscalizada diariamente e todas as normas de segurança, que incluem a disponibilização e o uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), eram atendidas pela construtora responsável. Testemunhas afirmam que no momento do acidente o trabalhador usava EPI, mas, talvez confiando na própria destreza, resolveu pular de uma plataforma para outra e acabou caindo na lagoa. O Corpo de Bombeiros Militar (CBM) foi acionado logo após o acidente e mergulhadores fizeram buscas preliminares, mas tiveram que parar por conta da falta de visibilidade, devendo retomar amanhã. Todo acompanhamento vem sendo feito pelo DER, em conjunto com a diretoria.
Já os trabalhadores da obra dizem que não há equipamentos de EPIs à disposição, e que a plataforma teria sido feita de forma improvisada.
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