Dois são absolvidos da morte de padeiro espancado ao ser confundido com ladrão
O Ministério Público recorreu da decisão dos jurados
Os réus Leandro Marques da Silva e Anderson Santos Nascimento, acusados de envolvimento na morte de um padeiro espancado ao ser confundido com um ladrão, foram absolvidos pelo júri popular. Outro acusado responde pelo mesmo crime.
O julgamento ocorreu no Fórum do Barro Duro nesta terça-feira (05) e foi conduzido pelo magistrado José Ivan Melo dos Santos, substituto da 8ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público recorreu da decisão dos jurados.
Valmir Herculano da Silva, de 37 anos, teria sido confundido com um homem que roubou o celular de uma mulher. Ele foi espancado por um grupo de pessoas com chutes, pedradas e até mesmo uma pá. O caso ocorreu em agosto de 2022, no bairro Benedito Bentes, e foi flagrado por câmeras de segurança. Na época, o suposto roubo de celular não foi comprovado.
Durante o julgamento, a defesa de um dos réus sustentou que ele participou da ação, inclusive sendo gravado pelas imagens, mas os chutes e socos não foram suficientes para provocar a morte da vítima. O padeiro morreu por traumatismo cranioencefálico.
O réu Felipe Martins foi desmembrado do processo e responde à parte.

O que diz a família da vítima
Em entrevista à imprensa, concedida nessa terça-feira (05), dia do julgamento dos réus, o irmão da vítima, Vagner Herculano, disse que os acusados eram pessoas conhecidas e que ele acredita que, na verdade, o irmão não tenha sido confundido com um ladrão.
Ele revelou que acredita que a história foi criada pelos réus como forma de justificar o brutal assassinato de Valmir, talvez, por alguma desavença com algum dos réus.
Na época, a Polícia Civil chegou a investigar se uma discussão em um show teria sido a motivação para o assassinato do padeiro.
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