Assaltos, ameaças e tráfico de drogas provocam suspensão de aulas em prédio da Ufal
Desde o ano passado, o ICHCA tem sido afetado por uma disputa de facções criminosas
As coordenações dos blocos acadêmicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), campus A. C. Simões, em Maceió, que utilizam o Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), suspenderam as aulas presenciais temporariamente devido à falta de segurança no local.
Segundo informações preliminares, no final do ano de 2024 e no começo de 2025, houve uma onda de tráfico de drogas e disputa de facções criminosas, além de assaltos constantes, - devido à falta de iluminação -, que provocaram uma onda de medo no ICHCA. Além disso, alguns criminosos dessas facções ameaçaram os técnicos e profissionais do local, o que fez as portas serem fechadas e as aulas suspensas.
O local está fechado desde o começo de janeiro deste ano, e diversos estudantes do departamento acadêmico têm se sentido prejudicados por falta de informações e por não conseguirem dar continuidade às atividades acadêmicas.
Aulas online e reunião
O colegiado do curso de Relações Públicas, por exemplo, emitiu uma nota nas redes sociais informando que as atividades foram suspensas a partir desta quinta-feira (30) por motivos de segurança física dos servidores e discentes.
"Entramos em regime de aulas remotas síncronas, por um período de até 15 dias, como previsto no Projeto Político de Curso (PPC) 2023 em situações extraordinárias e por decisão colegiada. O retorno à modalidade presencial será discutido com as instâncias superiores", dizia a nota.
As coordenações dos cursos de Teatro e História também publicaram notas. Segundo a coordenação de Teatro, haverá uma reunião extraordinária do Conselho Superior Universitário (Consuni) para definir estratégias referente ao fechamento do ICHCA e à segurança no local.
Caso de violência
Um caso de violência foi registrado em novembro de 2024 no local. Um jovem de 24 anos, identificado como Madson Araújo, foi vítima de espancamento por parte de um grupo não identificado durante uma festa. De acordo com testemunhas, o grupo estava rondando os entornos da festa e logo em seguida correu atrás da vítima, utilizando pedaços de madeira para bater em Madson.
A reportagem entrou em contato com a Ufal para saber algum posicionamento a respeito da falta de segurança no departamento acadêmico, nas imediações da universidade e sobre a reunião do Consuni. A assessoria da universidade informou que uma nota oficial será divulgada antes ou após a reunião do Consuni, que será realizada na próxima terça-feira (4).
A reportagem também tenta contato com a Polícia Federal para saber se recebeu algum chamado da Ufal para realizar policiamento ou investigar os casos de violência.
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) esclareceu que o policiamento ostensivo no entorno do campus A. C. Simões, em Maceió, é realizado diariamente pelo 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM).
NOTA DA SSP
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) informa que o policiamento ostensivo no entorno do Campus Maceió da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) é realizado diariamente pelo 12º Batalhão de Polícia Militar. No entanto, reforça que a atuação dentro das dependências da universidade é de competência da Polícia Federal, uma vez que se trata de uma área federal.
A SSP-AL reafirma seu compromisso com a segurança da população alagoana e com a integração das forças policiais, visando à redução contínua dos índices de violência no estado.
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