Polícia

Traficante do Rio de Janeiro ordenou execução de dono de oficina no Eustáquio Gomes

Líder de facção deu “sentença de morte” a integrante do próprio grupo após disputa interna por poder

Por 7Segundos 08/08/2025 10h10 - Atualizado em 08/08/2025 10h10
Traficante do Rio de Janeiro ordenou execução de dono de oficina no Eustáquio Gomes
Líder de facção deu “sentença de morte” a integrante do próprio grupo após disputa interna por poder - Foto: Cortesia

O homicídio registrado na última quinta-feira (7) no Conjunto Eustáquio Gomes, em Maceió, foi resultado de uma ordem direta emitida por um traficante radicado no Rio de Janeiro e identificado pelo apelido “Salsicha”. Ele é apontado pelas autoridades como o chefe da facção criminosa responsável por coordenar atividades ilícitas em diferentes estados, inclusive em Alagoas.

De acordo com o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, major Jasiel Andrade, a vítima, dono de uma oficina mecânica que também funcionava como ponto de tráfico de drogas e desmanche de motos roubadas, estava “decretada” para morrer. O termo, usado entre faccionados, significa que foi emitida uma “sentença de morte” por quebra de hierarquia ou suposta traição.

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A execução foi cumprida por Claudionor, também integrante da mesma organização criminosa, que teria recebido o aval de “Salsicha” para eliminar o rival. “É um exemplo de como, mesmo distante fisicamente, esse traficante mantém controle total sobre a facção e suas disputas internas. Ele autorizou o crime como parte de uma guerra pelo comando dentro do próprio grupo”, explicou o major.

Além da rivalidade pelo poder, havia entre vítima e autor uma pendência financeira ligada à venda de peças de motos. Ainda assim, segundo a polícia, o principal motivo foi a disputa interna. “Nos conjuntos Maceió I e Santa Maria, há conflitos entre facções e até entre lideranças da mesma facção, que acabam recorrendo a essas execuções para manter o controle”, acrescentou Andrade.

O autor do crime foi preso horas depois, com a arma de calibre .40 usada na execução, roupas e capacete que utilizava no momento do ataque. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar como as ordens partem do Rio de Janeiro para serem executadas em Maceió.