Criança autista é agredida por terapeuta ocupacional em Maceió; OAB/AL acompanha o caso
Mãe da vítima e o advogado dela estiveram com o presidente da Ordem, Vagner Paes, para relatar o fato e pedir apoio da instituição
Uma criança de 7 anos, diagnosticada com autismo, foi vítima de agressão por uma terapeuta ocupacional dentro de uma clínica em Maceió. O caso está sendo acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), que se comprometeu a acompanhar o processo junto às autoridades competentes.
A mãe da criança, acompanhada do advogado Marcelo Madeiro, esteve na sede da OAB/AL, em Jacarecica, para relatar o ocorrido. Segundo ela, no dia 17 de setembro, seu filho contou que havia sido maltratado durante a sessão de terapia. "Eu perguntei como foi e ele disse que ela puxou os cabelos dele diversas vezes e que ele tinha chorado muito”, afirmou.
No dia seguinte, a mulher solicitou as imagens das câmeras de segurança da clínica e, no dia 19, foi chamada para assistir, acompanhada de uma psicóloga, a um vídeo de seis minutos que mostrava a agressão. “Ele tentava sair e ela puxava de um lado, soltava e puxava do outro. Foram vários puxões. Ele gritava me socorre, me ajuda”, falou a mãe, que disse ter ouvido os gritos no dia em que o caso ocorreu, mas a recepcionista foi lá e a informação da terapeuta foi que o menino havia puxado os cabelos dela, mas que já estava tudo resolvido.
Após o episódio, a criança apresentou pesadelos e regressão no comportamento escolar, e um novo plano terapêutico precisou ser elaborado para ajudá-lo a retomar a confiança na clínica e nos profissionais que o atendem há quase três anos. A mãe, por sua vez, sofreu estresse pós-traumático e precisou se afastar do trabalho.
A terapeuta foi afastada da clínica, enquanto a mãe registrou denúncia no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) e boletim de ocorrência na Polícia Civil. O caso segue sob investigação da Delegacia da Criança e do Adolescente.
O presidente da OAB/AL, Vagner Paes, afirmou que a instituição acompanhará de perto o caso e cobrará a responsabilização da profissional. “Não vamos permitir que esses casos aconteçam e iremos adotar medidas rigorosas para que sejam apurados esses fatos e os responsáveis sejam devidamente processados na forma da lei, assegurando a ampla defesa e o contraditório”, afirmou.
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