Mãe denuncia suposto abuso sexual contra criança em escola particular de Maceió
Suspeita é uma funcionária da unidade escolar que atuava no cuidado direto com os alunos, sendo responsável pelo banho e alimentação das crianças
Foi registrado, junto à Polícia Civil de Alagoas, um novo caso de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas cinco anos de idade. O crime teria ocorrido, desta vez, dentro de uma escola particular localizada no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. Segundo o Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado pela mãe da criança, e obtido com exclusividade pelo Portal 7Segundos, uma funcionária da unidade teria abusado sexualmente da menina durante o banho. O caso teria ocorrido no último dia 12 de março.
De acordo com o registro no B.O., a criança, uma menina, teria contado para a mãe que uma “tia do banho” a tocou, fazendo movimentos circulares, nas regiões do ânus e da vagina. Em consequência disso, os locais que, segundo a vítima, foram violados durante o abuso, teriam ficado vermelhos, com inchaço, e apresentando lesões.
Diante dos fatos, a mãe procurou a polícia e registrou o B.O. Foi solicitada a realização de exame de corpo de delito, que foi realizado no mesmo dia, no Hospital da Mulher, com encaminhamento do Instituto Médico Legal (IML), para verificar a existência de violência e possíveis vestígios do crime.
Ainda conforme o boletim, a responsável pela criança relatou à polícia que a suspeita é uma funcionária da unidade escolar que atuava no cuidado direto com os alunos, sendo responsável pelo banho e alimentação das crianças. Consta no registro que a mãe afirmou não conhecer a identidade completa da funcionária e que nunca havia tido contato direto com ela. No relato formal, a comunicante declarou que a filha se queixou de dores nas regiões atingidas e que os sinais físicos foram percebidos após o ocorrido. O documento também aponta que o suposto abuso teria acontecido no primeiro dia de aula da criança na instituição.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável e está sendo investigado pela Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança e Adolescente (DCCCA). Além do procedimento policial, também houve comunicação às autoridades competentes para adoção das medidas legais cabíveis.
Recentemente, outro caso grave também passou a ser investigado no mesmo bairro, envolvendo uma criança autista de seis anos que teria sido vítima de abuso durante atendimento terapêutico. O episódio reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização e segurança em ambientes frequentados por crianças, e a importância da existência de câmeras de videomonitoramento nessas unidades, a fim de resguardar a integridade física e psicológica dos menores.
Outro lado
Em nota enviada à reportagem, a defesa da unidade de ensino contestou as acusações e afirmou que não há qualquer indício de irregularidade na conduta da funcionária citada.
Segundo a versão apresentada, a criança foi matriculada no dia 3 de março e frequentou a escola nos dias 4, 5 e 6. Após faltar nos dias 8 e 9, a mãe teria solicitado a transferência da menina para o turno integral. Ainda de acordo com o colégio, o primeiro banho da criança ocorreu no dia 10 de março, em um procedimento coletivo que envolveria cerca de 30 alunos, acompanhado por duas funcionárias com mais de 12 anos de experiência na instituição.
A defesa detalhou que o banho segue um protocolo padrão: enquanto uma funcionária auxilia na organização de roupas e itens de higiene, a outra permanece no acompanhamento direto das crianças no chuveiro, havendo revezamento. O colégio afirma que o ambiente não fica totalmente fechado, garantindo supervisão constante, e que a estrutura física preserva a intimidade dos alunos por meio de divisórias.
Ainda conforme a nota, no dia seguinte ao banho, a mãe da criança entrou em contato com a professora relatando uma suposta dermatite nos braços da filha. Horas depois, teria ido até a escola, onde, segundo a instituição, agrediu uma das funcionárias responsáveis pelo banho, na presença de outras crianças e colaboradores. A escola também afirma que a mulher teria solicitado compensação financeira à direção após o episódio.
A defesa ressalta que, em mais de 12 anos de atuação, nunca houve qualquer denúncia ou registro de comportamento inadequado envolvendo a funcionária citada. Também sustenta que o tempo médio do banho, estimado em menos de três minutos por criança, e a presença contínua de duas colaboradoras no local inviabilizariam a prática do crime descrito.
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