Justiça

Caso Davi Silva: promotora repreende defesa por ataques a testemunha morta

Em plenário, a defesa chegou a chamar Raniel Victor de “mentiroso, maconheiro”

Por Giulianna Albuquerque 05/05/2026 18h06 - Atualizado em 05/05/2026 19h07
Caso Davi Silva: promotora repreende defesa por ataques a testemunha morta
Promotora Lídia Malta - Foto: Ascom MPAL

O julgamento dos quatro acusados pelo desaparecimento de Davi Cícero Lourenço da Silva, de 17 anos, foi marcado por um momento de forte tensão durante a fase de debates, na tarde desta terça-feira (5), no Fórum do Barro Duro, em Maceió.

Durante a sustentação da defesa, houve ataques à principal testemunha do caso, Raniel Victor. Em plenário, os advogados chegaram a se referir a ele como “mentiroso” e “maconheiro”, numa tentativa de descredibilizar seu depoimento.

Diante da situação, a promotora de Justiça Lídia Malta interrompeu a fala e repreendeu a postura adotada pela defesa. “Os senhores não podem agredir uma pessoa morta”, afirmou, ressaltando que a estratégia ultrapassava os limites do debate jurídico.

A promotora também contestou a tentativa de associar o histórico de dependência química de Raniel à falta de credibilidade. Segundo ela, essa condição não invalida o conteúdo do depoimento, considerado peça-chave para a investigação, e o fato de ele ser viciado não significa que seja mentiroso, porque ele denunciou tudo com detalhes.

Raniel Victor foi testemunha ocular do caso e chegou a ser incluído em um programa de proteção. No entanto, acabou sendo morto após o desaparecimento de Davi, o que ampliou ainda mais a gravidade e a repercussão do caso.