Prints feitos por Arcanjo Miguel e ‘justiça’ com as própias mãos: serial killer de AL enfrenta 7º juri
Desta vez Albino responde pelo assassinato de Josenildo Siqueira Silva Filho, que tinha apenas 25 anos quando foi morto
Os primeiros momentos do 7º julgamento de Albino Santos de Lima, que ficou conhecido como o maior serial killer de Alagoas, foram marcados pelos relatos de familiares da vítima, além de, como já é de costume, contradições do réu. Desta vez Albino responde pelo assassinato de José Ildo Siqueira Silva Filho, que tinha apenas 25 anos quando foi morto em 8 de janeiro de 2024. A audiência ocorre nesta sexta-feira (15), no Fórum do Barro Duro, em Maceió.
José Ildo foi baleado por Albino, no momento em que voltava de uma gravação de vídeos, atividade que costumava fazer para postar nas redes sociais. Junto com ele estava um amigo, José Vânio Bezerra da Silva, que conseguiu sobreviver aos ataques. José foi a primeira testemunha a falar no julgamento desta sexta-feira, e contou que no momento do ataque ele estava caminhando um pouco mais à frente de Josenildo. Ainda segundo o sobrevivente, ele conta que ao ouvir os tiros correu para se salvar.
Com pesar José Vânio lamenta a tragédia, ao relembrar que ele e o amigo haviam saído apenas para gravar vídeos, e que tudo o que tinha acontecido naquele dia era muito triste.
A segunda pessoa a falar na audiência foi o pai da vítima, José Ildo Siqueira da Silva. Ainda bastante abalado, José Ildo, que tem o mesmo nome da vítima, revelou que toda a família sofre até hoje com a morte brutal do jovem. Sobre a ligação de Albino com seu filho, ele disse que teve conhecimento de que o réu perseguia a esposa da vítima por meio das redes sociais e que, devido a nora não ter cedido às suas investidas, Albino decidiu, então, assassinar seu filho.
Durante sua fala, o pai contou ao júri que o rapaz era um trabalhador, e que gostava muito de música. Tinha o sonho de seguir carreira musical.
A última testemunha do 7º julgamento de Albino foi a madrasta de José Ildo, Suely Maria da Silva. Ela disse que convivia com o enteado desde que ele tinha apenas dois anos, e que ele era uma pessoa sem envolvimento com qualquer ilícito, não tendo inimigos e jamais tendo sofrido ameaças.
Suely revelou que desde o crime brutal, o pai do rapaz não consegue dormir direito. Além disso, a irmã de Josenildo ainda hoje precisa tomar medicamentos devido ao abalo e às consequências emocionais pela perda do irmão.
O que disse Albino
Durante as falas das testemunhas, o advogado do réu não quis fazer nenhuma pergunta a nenhuma das testemunhas. O réu, por sua vez, disse que não conhecia a vítima nem a esposa dele, uma tentativa de afastar a premeditação do crime. Entretanto, o promotor de Justiça que acompanha o caso, Thiago Riff, fez questão de ressaltar que o réu tinha diversos prints no celular de imagens da esposa da vítima, obtidas da rede social dela. E que, inclusive, último print é do dia 20 de janeiro, 12 dias após o crime. Vale ressaltar que as investigações revelaram que Albino tinha o hábito de acompanhar as redes sociais de pessoas próximas às suas vítimas, após os assassinatos, e fazer prints de publicações dessas pessoas sobre as perdas dos amigos e familiares.
Ainda durante seu relato na audiência, o serial killer de Alagoas afirmou que decidiu matar José Ildo (fazer ‘justiça’ com as prórpias mãos) devido ao fato dele ter sido assaltado pela vítima meses antes. O promotor, mais uma vez, interveio expondo que durante o inquérito policial Albino negou o crime. Em seguida, num segundo depoimento, ele disse que o crime teria sido praticado pelo Arcanjo Miguel. E agora o réu teria uma nova versão.
Questionado o porquê dele ter salvo em seu celular as capturas de tela com imagens da esposa da vitíma, Albino atribuiu os prints ao Arcanjo Miguel, segundo ele, também autor intelectual dos assassinatos cometidos por ele.
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