Perícia aponta calmante no sangue de idosos mortos por diarista
Investigação acredita que a suspeita usou quantidade superior à informada em depoimento para reduzir a possibilidade de reação
A perícia da Polícia Civil confirmou que encontrou um calmante, chamado clonazepam no sangue do casal de idosos morto a facadas em um apartamento de luxo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Além disso, a placa do carro que levou Paola, após o crime para o centro da capital, assim como o proprietário do veículo foram identificados.
Segundo a Polícia Civil, Paola informou informalmente que, após o crime, abordou um motorista de aplicativo que descansava em uma rua próxima ao prédio das vítimas e ofereceu R$ 40 para que ele fizesse o transporte. A investigação já solicitou informações às plataformas de transporte por aplicativo para confirmar a versão apresentada pela suspeita e esclarecer a participação do veículo na fuga.
Paola Stefany Neto Cirino foi presa na quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, e confessou o duplo homicídio. Segundo a Polícia Civil, ela também admitiu ter furtado joias, dinheiro e outros bens do apartamento após matar as vítimas (relembre o caso mais abaixo).
Segundo a polícia, o exame toxicológico confirmou a presença do medicamento, um calmante com efeito sedativo e ansiolítico nas vítimas. A descoberta reforça a versão apresentada pela diarista Paola Stefany Neto Cirino durante o interrogatório, quando ela afirmou ter colocado comprimidos na bebida servida ao casal antes do crime.
Ainda de acordo com Felipe Freitas, a suspeita disse informalmente à polícia que havia colocado quatro comprimidos de clonazepam no suco das vítimas. No entanto, a investigação trabalha com a hipótese de que a quantidade utilizada tenha sido maior, com o objetivo de reduzir a capacidade de reação do casal antes dos assassinatos.
Usado no tratamento da ansiedade e de convulsões, o clonazepam atua no sistema nervoso central e, em excesso, pode provocar sedação intensa.
Os assassinatos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, ocorreram na segunda-feira (29), dentro do apartamento onde o casal morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
A principal suspeita é a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que havia sido indicada por um parente das vítimas para fazer uma faxina no imóvel.
Segundo a Polícia Civil, Paola dopou o casal com comprimidos de clonazepam antes de atacá-los com uma faca da própria residência. Após o crime, ela furtou joias, relógios, celulares e outros objetos de valor, deixando o prédio com bolsas e sacolas.
Conforme a investigação, parte dos itens foi vendida por cerca de R$ 59 mil. Os corpos foram encontrados pelo filho das vítimas na terça-feira (30).
No dia seguinte, a polícia identificou a suspeita por meio de imagens de câmeras de segurança e recuperou os celulares do casal em Vespasiano.
Na quinta-feira (2), Paola foi presa em um hotel de Itabira, confessou o crime e teve a prisão em flagrante ratificada. A Polícia Civil ainda investiga se outras pessoas participaram da fuga e da venda dos objetos roubados.
Últimas notícias
Homem morre após se engasgar com cuscuz durante almoço em Arapiraca
Projeto de Alexandre Ayres quer barrar publicidade de bets em espaços públicos de AL
Justiça determina que BRK apresente cronograma para recuperar vias em Rio Largo
Confira o passo a passo de como pedir o voto em trânsito antes do prazo se encerrar
Câmeras flagram homem furtando estabelecimento em Marechal Deodoro
Cabo Bebeto elogia atuação de policiais e pede reconhecimento em Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
