Tarifa Zero: Teca Nelma defende transporte intermunicipal gratuito em Alagoas
Vereadora destaca que acesso ao transporte é fundamental para garantir estudo, trabalho e dignidade
"O dinheiro da passagem não pode ser uma barreira para quem quer estudar ou trabalhar". É com base nessa premissa que a vereadora Teca Nelma defende a implantação da Tarifa Zero no transporte intermunicipal como uma política pública de inclusão e garantia de direitos em Alagoas.
O custo da passagem pesa no orçamento das famílias, especialmente de quem mora no interior ou na Região Metropolitana e precisa se deslocar diariamente para estudar ou trabalhar em outro município. Segundo o governo de Alagoas, cerca de 100 mil pessoas utilizam o transporte intermunicipal no estado. "Imagina a população podendo ir trabalhar sem tirar do próprio salário o dinheiro da passagem. Imagina poder procurar um emprego, ir ao médico ou circular pela cidade sem precisar escolher entre o ônibus e a comida", destaca.
O debate ganhou força após a sanção do Marco Legal do Transporte Público pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida estabelece mudanças que reduzem a dependência da bilheteria como principal sustento do sistema, o que pode viabilizar políticas de gratuidade, mantendo a decisão final a critério de cada gestão local.
Em Maceió, há gratuidade para idosos, estudantes com carteirinha e, aos domingos, para toda população. Por entender que o benefício precisava chegar a quem estuda na Região Metropolitana e depende do deslocamento entre municípios, Teca participou da mobilização que garantiu a ampliação do Passe Livre Estudantil. "A Tarifa Zero tem o potencial de ser uma política pública transformadora por impactar diretamente na mobilidade, na economia e na redução da desigualdade. Defendo que esse debate seja levado para todo o estado. A Tarifa Zero precisa ser vista como um investimento e não como custo", afirmou.
Um estudo intitulado “A Tarifa Zero no Transporte Público como Política de Distribuição de Renda”, feito por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estima que a Tarifa Zero pode ser tão importante para o Brasil quanto o Bolsa Família foi há 20 anos, funcionando como uma espécie de renda indireta.
Segundo os pesquisadores, ao deixar de gastar dinheiro com o pagamento das passagens, as famílias poderiam usar o recurso de outras formas, impulsionando o círculo econômico. A medida deve beneficiar principalmente as pessoas mais vulneráveis, a população negra e moradores das periferias.
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