Polícia

Jogador da base do São Paulo pode ter sido morto por engano, diz Polícia Civil

Investigação aponta que criminosos atiraram contra grupo em partida de futebol; vítima não tinha antecedentes criminais

Por Wanessa Santos 03/08/2026 11h11 - Atualizado em 03/08/2026 11h11
Jogador da base do São Paulo pode ter sido morto por engano, diz Polícia Civil
Micael Leandro, de apenas 15 anos, morreu no Pontal da Barra após ataque a tiros - Foto: Divulgação/UTV News

O jogador da base do São Paulo Futebol Clube, Micael Leandro da Silva, de 15 anos, pode ter sido morto por engano durante o ataque a tiros ocorrido no último sábado (1º), no bairro Pontal da Barra, em Maceió. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (3) pela Polícia Civil de Alagoas, que investiga o caso.

Segundo a corporação, as primeiras diligências apontam que o adolescente não era o alvo dos criminosos. Os indícios levantados até o momento indicam que os autores efetuaram disparos contra as pessoas que participavam de uma partida de futebol amador, sem direcionar a ação a uma vítima específica.

A Polícia Civil também informou que, até o momento, não há qualquer elemento que indique envolvimento de Micael com atividades criminosas.

As investigações são conduzidas por equipes da Unidade de Atendimento de Local de Crime 1 (UALC 1), coordenadas pelo delegado Ueslei Lima. Entre as linhas de investigação está a hipótese de que o ataque tenha relação com uma disputa entre grupos rivais que atuam na região.

Natural de Maceió, Micael morava em São Paulo, onde integrava as categorias de base do clube paulista. O adolescente estava em Alagoas para passar férias com os pais, moradores do bairro Jacintinho, quando foi baleado durante a partida de futebol.

Outras pessoas também foram atingidas pelos disparos.

Uma testemunha relatou que os suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta, retiraram os capacetes e se misturaram às pessoas que haviam acabado de participar do jogo antes de abrir fogo. Essa versão, no entanto, não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil.

A corporação informou que a motivação do crime, a identificação dos autores e todas as circunstâncias do ataque seguem sendo investigadas.