Teca Nelma cobra apuração rigorosa após morte de bebê no Hospital da Cidade
Vereadora manifesta solidariedade à família de Nikolas Ravi e defende responsabilização caso falhas sejam confirmadas
A vereadora Teca Nelma se pronunciou nesta segunda-feira (4) na Câmara Municipal de Maceió sobre a morte do bebê Nikolas Ravi, que nasceu prematuramente na recepção do Hospital da Cidade e morreu horas depois. Para a parlamentar, o caso exige uma investigação rigorosa e mudanças para evitar que novas tragédias aconteçam.
“Esse caso precisa ser apurado. Se as falhas denunciadas forem confirmadas, estaremos diante de um episódio gravíssimo, que exige responsabilização e mudanças urgentes para que nenhuma outra família passe pela mesma tragédia”, defendeu Teca.
A vereadora também prestou solidariedade aos familiares e afirmou que a morte do recém-nascido não pode ser tratada como apenas mais um episódio. “Quero manifestar minha mais profunda solidariedade à mãe, ao pai, aos familiares e a todos que hoje sofrem com essa perda irreparável. Não existe dor maior do que a de perder um filho. Que a memória do pequeno Nikolas nos lembre que, por trás de cada número apresentado em relatórios, existem vidas, famílias e histórias que merecem respeito. Que essa tragédia não seja apenas mais uma notícia”, lamentou.
Durante o pronunciamento, Teca também ressaltou que a cobrança por esclarecimentos não deve ser direcionada aos profissionais de saúde, mas à gestão responsável pela estrutura e organização do atendimento. “Médicos, enfermeiros, técnicos e demais trabalhadores do SUS fazem um esforço enorme todos os dias, muitas vezes enfrentando sobrecarga, falta de pessoal e condições inadequadas de trabalho. A responsabilidade de garantir estrutura, organização e atendimento digno é da gestão”, afirmou.
Ao encerrar o discurso, a vereadora defendeu que a qualidade da saúde pública seja medida pelo atendimento prestado à população e não apenas por números ou campanhas institucionais. "Enquanto alguns se vangloriam de números gigantes e de propagandas, a população quer o básico: ser atendida com dignidade. Nenhum número impressiona mais do que a vida de uma mãe e de um recém-nascido. Saúde pública se mede pelo tempo de espera de quem sente dor, pelo acolhimento de quem chega desesperado e pela segurança de quem procura um hospital confiando que será cuidado”, declarou.
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