Justiça

Avó de criança morta em Branquinha pede justiça durante julgamento do réu

Maria Aparecida dos Santos relatou os momentos de busca por Ana Cecília antes da localização do corpo

Por Gabrielly Farias 18/08/2026 15h03 - Atualizado em 18/08/2026 16h04
Avó de criança morta em Branquinha pede justiça durante julgamento do réu
Avó de Ana Cecília, de 9 anos, prestou depoimento durante o julgamento do acusado pela morte da criança em Branquinha - Foto: Ascom MPAL

A avó de Ana Cecília dos Santos Silva, de 9 anos, prestou depoimento nesta terça-feira (18), durante o julgamento de Victor Emanuel Silva de Souza, acusado pela morte da criança em Branquinha, na Zona da Mata de Alagoas.

Maria Aparecida dos Santos contou que a neta estava brincando na rua, como costumava fazer, quando ela saiu para trabalhar. No caminho, a avó afirmou ter visto o adolescente que também foi responsabilizado pelo caso e pediu que Cecília voltasse para casa.

Segundo Maria Aparecida, a menina chegou a fazer menção de que iria para casa, mas retornou para brincar. Mais tarde, por volta das 16h, a família percebeu o desaparecimento e iniciou as buscas. “Era uma menina tranquila, ia para a igreja, para a escola”, relatou a avó durante o depoimento.

A família procurou a criança de porta em porta na casa de vizinhos e também acionou o CISP. Moradores da comunidade participaram das buscas, assim como o Corpo de Bombeiros. Conforme o relato, o próprio adolescente envolvido no caso chegou a participar das primeiras buscas junto com a família.

A avó contou ainda que as buscas continuaram até perto da meia-noite no dia do desaparecimento. O corpo da criança só foi localizado oito dias depois.

Emocionada, Maria Aparecida fez um apelo aos jurados e pediu que os responsáveis sejam responsabilizados. “Eu só peço a Deus e a vocês que a justiça seja feita”, disse, aos prantos.

Julgamento

Victor Emanuel Silva de Souza responde pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável, ocultação de cadáver e corrupção de menor. O Ministério Público sustenta a acusação em plenário por meio da promotora de Justiça Ilda Regina Reis.

O homicídio possui quatro qualificadoras apontadas pela acusação: emprego de meio cruel, recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima, crime cometido contra menor de 14 anos e ocultação do corpo para assegurar a impunidade de outro crime.

Um adolescente também foi responsabilizado por atos infracionais correspondentes a homicídio e estupro. Ele recebeu medida socioeducativa de três anos.

O júri acontece no Fórum Ministro Pedro da Rocha Acioly, em Murici, e a expectativa é de que a sessão se estenda até o fim da tarde.