Segurança

'Serial killer de Maceió' nega ser psicopata em primeira entrevista após prisão

Ex-agente penitenciário é apontado pela polícia como responsável por 18 mortes em Maceió

Por Gabrielly Farias 19/08/2026 17h05 - Atualizado em 19/08/2026 17h05
'Serial killer de Maceió' nega ser psicopata em primeira entrevista após prisão
Albino Santos nega ser psicopata em primeira entrevista após prisão - Foto: Reprodução / Doc Investigação

Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió”, concedeu a primeira entrevista após ser preso e negou ser psicopata. A entrevista será exibida nesta quinta-feira (20), pela Record, no programa Doc Investigação.

Ex-agente penitenciário, Albino está preso desde setembro de 2024 e é apontado pela Polícia Civil de Alagoas como responsável por uma sequência de homicídios registrados em Maceió. Segundo as investigações, 18 mortes podem ser atribuídas a ele, além de seis tentativas de homicídio.

De acordo com a investigação, os crimes ocorreram principalmente nos bairros Vergel do Lago, Ponta Grossa e Levada. Muitos dos ataques foram registrados em um raio de aproximadamente 850 metros da residência onde Albino morava.

A polícia aponta que ele costumava agir durante a noite, usando roupas escuras, boné e máscara. Algumas vítimas teriam sido pesquisadas e monitoradas por ele nas redes sociais antes dos ataques. Os investigadores também identificaram a utilização da mesma arma em diferentes homicídios.

Albino já foi levado a júri popular em diferentes processos. Em abril de 2025, foi condenado a 37 anos, um mês e 15 dias de prisão pela morte de Emerson Wagner da Silva e pela tentativa de homicídio de outro jovem. Em maio de 2026, recebeu outra condenação, de 29 anos e um dia de prisão, pelo assassinato de Josenildo Siqueira Silva Filho, ocorrido em janeiro de 2024.

Entre os casos investigados está ainda a morte de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, assassinada a tiros em 2019 enquanto levava o neto para a escola. O Ministério Público de Alagoas também denunciou Albino pelo feminicídio de Louise Gbyson Vieira de Melo, mulher trans assassinada em dezembro de 2023.

Apesar das acusações e das condenações já obtidas, os demais processos seguem sendo analisados individualmente pela Justiça.