Morte de 80 cavalos de raça por intoxicação em AL ganha repercussão nacional
Caso foi registrado em Atalaia
O caso envolvendo a morte de 80 cavalos da raça Mangalarga Marchador no Haras Nova Alcatéia, em Atalaia, ganhou repercussão nacional após ser destaque no Jornal da Band desta quarta-feira (19). A reportagem abordou a investigação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que pediu à Justiça o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, ativos financeiros e participações societárias da Nutratta Nutrição Animal Ltda. S.A., de seu sócio majoritário e do administrador operacional/financeiro da empresa.
Segundo o MPAL, os animais morreram após apresentar sintomas graves de intoxicação, como letargia, falta de coordenação motora, marcha em círculos, cegueira, compressão da cabeça e insuficiência hepática. O prejuízo provocado ao haras é estimado em mais de R$ 82,57 milhões.
Vídeos registrados após a intoxicação, segundo o promotor Ary Lages Filho, mostram os animais em intenso sofrimento. “As imagens provocam compadecimento. Os cavalos estavam agitados, sentindo dores, metendo a cabeça na parede, cegos e com muito sangue no local”, afirmou.
Laudos e análises do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) apontaram a presença de substâncias altamente tóxicas na ração, entre elas a monocrotalina e alcaloides pirrolizidínicos, associados a plantas do gênero Crotalaria.
Conforme a investigação, os componentes teriam chegado à fabricação por meio de resíduo de soja contaminado, material proibido para uso na alimentação animal. Inspeções também identificaram irregularidades no processo de fabricação, como armazenamento inadequado de matérias-primas, ausência de segregação de insumos, mistura de materiais e falta de pesagem individualizada.
O MPAL sustenta que a empresa recebeu as primeiras reclamações sobre mortes de animais em 24 de abril de 2025, mas só iniciou uma investigação interna semanas depois. O recolhimento parcial dos produtos ocorreu em 5 de maio, quando já havia registros de mortes em diferentes estados. A investigação aponta ainda suspeita de que integrantes da empresa tinham conhecimento da contaminação e que informações falsas teriam sido apresentadas em notas técnicas.
Além das 80 mortes no Haras Nova Alcatéia, o MPAL cita pelo menos outras 284 mortes de cavalos em diferentes estados brasileiros relacionadas ao caso. Os investigados são denunciados por crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais e na legislação que trata dos crimes contra as relações de consumo. A ação busca responsabilizar os envolvidos e garantir recursos para a reparação dos danos causados ao haras.
Últimas notícias
Zema vota com celular na mão em Araxá, em Minas; TRE apura
Homem armado abre fogo dentro de ônibus lotado no Benedito Bentes
Lula vence em mais países no exterior, mas Flávio lidera na contagem preliminar
Renan Calheiros, candidato ao Senado, vota em escola de Maceió
MP Eleitoral acompanha votação e fiscaliza zonas eleitorais em Alagoas
Em Arapiraca, JHC acompanha Célia Rocha na votação e diz que sua prioridade será a saúde: “Alagoas é uma só”
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
