Polícia

Suspeito continuou atirando em advogada mesmo após alerta de líder do CV

Segundo a polícia, Rafinha 99 avisou que Ana Walesca não era o alvo da execução

Por Gabrielly Farias 20/08/2026 14h02 - Atualizado em 20/08/2026 14h02
Suspeito continuou atirando em advogada mesmo após alerta de líder do CV
Ana Walesca dos Nascimento Gomes - Foto: Arquivo pessoal

O criminoso Eldes Michael de Melo Gomes, morto em confronto com a polícia durante uma operação deflagrada na madrugada desta quinta-feira (20), teria continuado atirando contra a advogada Ana Walesca, mesmo após ser informado de que ela não era o alvo da execução.

Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido ordenado pelo líder do Comando Vermelho (CV) conhecido como Rafinha 99, que está no Rio de Janeiro. O chefe da facção teria acompanhado a ação por videochamada e, durante o ataque, avisado ao condutor e ao garupa da motocicleta que a mulher atingida não era a pessoa que deveria ser morta.

Mesmo após o alerta, conforme a investigação, Eldes continuou efetuando disparos contra Ana Walesca. Alguns tiros teriam falhado, mas o criminoso teria insistido até atingir a vítima. “O primeiro disparo foi pelas costas e foi quando ela virou e saiu correndo. Foi quando o próprio Rafinha disse que ele tinha atirado na mulher errada, mas mesmo diante da situação, ele continuou atirando”, explicou o delegado Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

Ainda segundo o delegado, Eldes chegou a se aproximar da advogada para efetuar o último disparo, que atingiu a cabeça da vítima.

Após a execução, Eldes e o outro suspeito, que está preso, seguiram de motocicleta até uma feirinha localizada no bairro Cleto Marques Luz, na parte alta de Maceió. Conforme a investigação, outros integrantes do grupo estavam no local para receber a arma utilizada no crime e escondê-la.

Segundo o delegado, o armamento pertenceria aos próprios líderes do Comando Vermelho.