Política

Divisão do Fundo Eleitoral gera reclamações no PT e temor de disputa com ‘gigantes’

Com R$ 615,4 milhões nos cofres, partido concentra boa parte dos recursos na reeleição de Lula

Por Felipe Ferreira 28/08/2026 11h11 - Atualizado em 28/08/2026 11h11
Divisão do Fundo Eleitoral gera reclamações no PT e temor de disputa com ‘gigantes’
Candidatos do PT reclamam da falta de dinheiro para colocar a campanha na rua - Foto: Montagem 7Segundos

A distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) tem gerado reclamações entre candidatos a diferentes cargos. Em Alagoas, a insatisfação já resultou na desistência de um dos nomes que pretendiam disputar as eleições deste ano.

Lula de Alagoas, sósia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nessa quinta-feira (27) a desistência da candidatura a deputado estadual. Segundo ele, o apoio financeiro prometido pelo partido não foi concretizado. Sem condições de sustentar a campanha com recursos próprios, decidiu deixar a disputa.

A vereadora Teca Nelma também criticou a distribuição dos recursos. Em entrevista recente a um podcast de política, afirmou ter recebido cerca de R$ 125 mil, valor que, segundo ela, não seria suficiente para competir por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Alagoas.

Na mesma linha, o professor Dilson Ferreira, que também disputa uma vaga na ALE-AL, questionou os critérios utilizados pelo partido para distribuir os recursos. Apesar das críticas, afirmou que pretende continuar na disputa.

Entre os candidatos, cresce o receio de enfrentar nomes de maior peso na política alagoana, que contam não apenas com recursos próprios, mas também com a estrutura proporcionada por mandatos eletivos.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT é o segundo partido com maior volume de recursos do Fundo Eleitoral, com R$ 615,4 milhões. Parte significativa do montante será destinada à campanha de reeleição do presidente Lula.

Diante da concentração dos recursos e da concorrência com candidatos que possuem maior estrutura financeira e política, os petistas nos estados terão de buscar alternativas para ampliar o alcance das campanhas. Entre elas estão as redes sociais, ferramenta utilizada em larga escala por candidatos de direita.