Brasil

Lula participa de 7 de setembro com Fachin, Alcolumbre e Motta

Evento tem recados sobre soberania e violência contra a mulher

Por 7Segundos com G1 07/09/2026 11h11 - Atualizado em 07/09/2026 12h12
Lula participa de 7 de setembro com Fachin, Alcolumbre e Motta
Lula, Janja e ministros participam de desfile de 7 de Setembro em Brasília - Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa na manhã desta segunda-feira (7) do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Lula está acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da mulher, Lu Alckmin, além de ministros do governo.

Na primeira fila da tribuna de honra estão representantes dos Três Poderes: Além de Lula e Alckmin, também estão presentes o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

No ano passado, nenhum ministro do STF compareceu às comemorações do 7 de setembro. O evento ocorreu durante o julgamento da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.

Em 2024, ministros do Supremo estiveram na tribuna de honra. Entre eles, o então presidente da Corte Luís Roberto Barroso, o vice-presidente, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

O desfile deste ano tem um tom mais sóbrio, em uma orientação que busca evitar qualquer tipo de irregularidade em meio ao período de campanha eleitoral.

Por recomendação da a Advocacia-Geral da União (AGU), o evento deve manter o caráter institucional, sem elementos que possam ser interpretados como manifestação político-partidária ou como tentativa de influenciar o eleitorado.

A comemoração pelos 204 anos de Independência do Brasil, nesta segunda-feira (7), é organizada em três eixos temáticos:

- soberania nacional;
- enfrentamento à violência contra as mulheres;
- Copa do Mundo Feminina de 2027.

O Desfile Cívico-Militar também tem a programação tradicional das tropas das Forças Armadas (Marinha, Exército e Forças Aéreas).

Defesa da soberania
A soberania nacional tem sido defendida pelo governo de Lula desde o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros no ano passado. O termo virou também um dos motes da campanha à reeleição ao quarto mandato do petista.

Em pronunciamento pelo 7 de Setembro neste domingo (6), o presidente Lula afirmou que o Brasil não é e nem será "colônia de ninguém".

Na mensagem, transmitida em cadeia nacional de rádio e TV, o petista fez um discurso de defesa da soberania e críticas indiretas ao tarifaço.

"Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém."
Lula afirmou que "um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros".

"Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que seu povo precisa para conquistar a própria independência", disse o presidente.

O enfrentamento à violência contra as mulheres também virou uma das frentes de ação do governo nos últimos meses com a alta no número de casos de feminicídio no país.

Em maio deste ano, o petista sancionou três projetos de lei que endurecem as regras para proteção a mulheres vítimas de violência doméstica.

Entre as medidas, estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores e o afastamento do agressor do lar.

Os projetos foram assinados durante evento no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.

Durante o desfile também é esperada que uma parte seja em homenagem à Copa do Mundo Feminina de 2027, que vai ser no Brasil. Esta será a primeira vez que um país da América do Sul sediará o torneio.

O evento vai ocorrer de 24 de junho a 25 de julho de 2027.