Caso Amanda Rhuanny: câmera usada por policial teria sido desligada antes do disparo
Equipamento foi apreendido pela Polícia Civil e será periciado para esclarecer as circunstâncias do disparo que matou Amanda Rhuanny, de 32 anos
A Polícia Civil de Alagoas apreendeu uma câmera corporal que estaria sendo utilizada pelo policial militar responsável pelo disparo que matou Amanda Rhuanny Lopes da Silva, de 32 anos, na Grota do Cigano, no bairro Jacintinho, em Maceió. O equipamento será periciado durante a investigação sobre a morte da comerciária, ocorrida no último sábado (5).
Segundo o delegado Igor Diego, responsável pelo caso na Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a polícia recebeu a informação de que o militar teria desligado a câmera antes de efetuar o disparo que atingiu Amanda no peito.
A câmera foi localizada e apreendida ainda durante a ocorrência. De acordo com o delegado, o equipamento pertence ao próprio policial e não é uma câmera corporal fornecida pela Polícia Militar ou pelo Governo de Alagoas. “Recebemos a informação de que o policial estava com uma câmera no seu colete e que essa câmera teria sido desligada antes dele efetuar o disparo. Nós solicitamos essa câmera, que foi apreendida na ocorrência”, afirmou Igor Diego em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, nesta terça-feira (8).
A Polícia Civil também busca imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local onde Amanda foi baleada. Até o momento, segundo o delegado, não foi possível obter imagens do equipamento que estava com o policial.
A promotora Karla Padilha, que acompanha o caso, informou nesta terça-feira que o policial militar que efetuou o disparo contra Amanda já responde a um processo por tentativa de homicídio. Segundo ela, o primeiro caso ocorreu em 2024 e o militar continuava atuando ostensivamente na mesma região. De acordo com a promotora, o policial foi denunciado pelo Ministério Público e possui medidas restritivas determinadas pela Justiça.
A Polícia Civil também informou que está levantando informações sobre a vida pregressa do militar e da vítima. O objetivo, segundo o delegado Igor Diego, é reunir elementos para esclarecer as circunstâncias da morte.
Versão apresentada pela SSP
Segundo a versão divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP), equipes do 13º Batalhão da Polícia Militar realizavam uma abordagem na região quando encontraram um homem que estaria com drogas. O suspeito seria primo de Amanda.
Ainda conforme a SSP, enquanto parte da guarnição permaneceu realizando os procedimentos com o homem, um dos policiais ficou próximo à viatura. Nesse momento, um grupo de mulheres teria avançado em direção ao militar, que efetuou um disparo após se sentir ameaçado.
O tiro atingiu Amanda, que foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Ismar Gatto, no Jacintinho, mas não resistiu aos ferimentos. A comerciária deixou dois filhos.
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