Polícia

Advogado defende reação da PM contra mulher morta durante abordagem em grota

Napoleão Lima Júnior também criticou o uso de armas não letais em Alagoas

Por Erick Balbino/7Segundos 09/09/2026 08h08
Advogado defende reação da PM contra mulher morta durante abordagem em grota
Advogado Napoleão Lima Júnior - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O advogado alagoano Napoleão Lima Júnior saiu em defesa da atuação dos policiais militares envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de Amanda Ruanny Lopes da Silva, de 32 anos, no bairro do Jacintinho, em Maceió. Em uma declaração contundente, o advogado criticou a repercussão do caso e afirmou que o policial não pode deixar de reagir diante de uma situação que considere uma ameaça à própria vida.

Ao comentar as diferentes versões sobre o episódio, Napoleão afirmou que a discussão sobre a vida pregressa de Amanda não deveria ser o centro do debate. Para ele, o principal ponto a ser analisado é a conduta adotada durante a abordagem policial. “O fato é que ela não poderia ter ido pra cima do policial. O fato é que ela deveria ter respeitado o comando da polícia”, declarou.

O advogado também criticou as cobranças para que policiais utilizem armamentos não letais em situações de conflito. Segundo Napoleão, o agente de segurança pública precisa ter condições de preservar a própria integridade física durante uma ocorrência. “Acaba com esse negocinho de dizer que polícia tem que usar armamento não letal, é a vida dele que tá lá. É a vida do policial, ele só tem uma. E ele tem que voltar pra casa com vida”, afirmou.

Na avaliação do advogado, policiais enfrentam um dilema durante o serviço, pois podem ser responsabilizados tanto pela omissão quanto por uma intervenção considerada excessiva. “Se ele não age, ele responde. Se ele age, ele responde. Então entre responder não agindo, eu prefiro responder agindo e voltar pra casa com vida”, disse.

Napoleão ainda pediu respeito à atividade policial e questionou se seria razoável exigir que agentes atuem com armas não letais em áreas consideradas de risco. “Respeite o trabalho da polícia, acaba com esse negócio de armamento não letal. Vai tu se expor dentro da Grota do Cigano com arma não letal?”, afirmou.

A declaração ocorre em meio à divergência entre os relatos apresentados sobre a morte de Amanda. A Polícia Militar informou que a mulher teria discutido com um policial, ultrapassado o perímetro de segurança, empurrado o agente e tentado pegar a arma dele. Segundo a corporação, o militar reagiu diante da ameaça e efetuou um único disparo.

A família de Amanda contesta essa versão. Os parentes negam que ela tenha tentado tomar a arma do policial e afirmam que a mulher teria sido empurrada pelo agente antes de ser atingida. Segundo familiares, Amanda estava na porta de casa no momento do disparo.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Os policiais envolvidos já prestaram depoimento e, conforme a defesa, permanecem à disposição das autoridades. A apuração deverá esclarecer a dinâmica da ocorrência e determinar se a ação do militar ocorreu dentro dos parâmetros legais ou se houve eventual excesso.