Previdência Social

PF desarticula quadrilha que usa dados de mortos para fraudar pensões em AL

A Operação Geração Espontânea foi deflagrada nesta quarta-feira (9).

Por 7segundos, com assessoria 09/09/2026 11h11 - Atualizado em 09/09/2026 11h11
PF desarticula quadrilha que usa dados de mortos para fraudar pensões em AL
PF atua no combate a fraudes previdenciárias em Alagoas - Foto: PF-AL

A Polícia Federal (PF), mediante a Força-Tarefa Previdenciária no Estado de Alagoas, deflagrou, nesta quarta-feira (9), a terceira fase da Operação Geração Espontânea, destinada a combater fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na concessão de pensões por morte, por meio de utilização de documentos falsos e de inserção de dependentes fictícios. A ação cumpre 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de União dos Palmares, nos municípios alagoanos de União dos Palmares, Pilar, Marechal Deodoro, Coruripe e Maceió.

De acordo com a PF, as medidas têm por finalidade localizar documentos, aparelhos eletrônicos, mídias de armazenamento e outros elementos de prova que possam contribuir para o esclarecimento do modo de execução das fraudes, de sua possível continuidade, da destinação dos valores obtidos e da eventual participação de outros envolvidos.

A operação investiga a possível atuação de um grupo criminoso especializado na obtenção fraudulenta de pensões por morte do Regime Geral de Previdência Social, especialmente em União dos Palmares e municípios vizinhos.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2022, com base em informações produzidas a partir da análise de dados e posteriormente aprofundadas com a colaboração do INSS e da área de inteligência da Previdência Social.

Conforme as apurações, a quadrilha investigada obtinha dados de pessoas falecidas e informações de sistemas oficiais para produção de documentos falsos ou ideologicamente falsos e para formulação de pensão por morte nas esferas administrativa e judicial, bem como para concessões de créditos retroativos, os quais também eram apropriados pelo grupo investigado

As atuais diligências buscam aprofundar o mapeamento das diferentes etapas do esquema, individualizar as condutas dos envolvidos, identificar possíveis núcleos de falsificação documental, de recrutamento, de requerimento de benefícios e de movimentação financeira, além de identificar a existência de outros benefícios concedidos mediante fraude.

A Força-Tarefa Previdenciária atua de maneira integrada na prevenção e na repressão a crimes praticados contra a Previdência Social.