PF apreende fuzil e outras seis armas de Mario Frias em operação
Polícia Federal divulgou imagens dos sete armamentos recolhidos durante buscas da Operação Make Up em endereços ligados ao deputado
A Polícia Federal (PF) apreendeu um fuzil e outras seis armas durante o cumprimento de mandados da Operação Make Up, deflagrada na manhã desta quinta-feira (10) e que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Ao todo, foram recolhidas cinco pistolas, uma espingarda e um fuzil. A PF divulgou imagens dos armamentos apreendidos durante a ação.
As sete armas estão registradas em nome de Frias, mas foram encontradas em endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar, segundo informações divulgadas pela PF. Diante da situação, a Polícia Federal vai apurar se houve crime de posse ilegal de arma de fogo.
Além dos armamentos, computadores e celulares foram recolhidos e deverão ser submetidos à análise dos investigadores.
Operação Make Up
A Operação Make Up investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Nesta quinta-feira, a Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mario Frias é um dos alvos da operação e é autor de emendas que estão sob investigação. O deputado também atuou como produtor-executivo e roteirista de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A investigação apura a destinação de recursos ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produtora Karina Ferreira da Gama, que também é alvo da operação. A PF investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos provenientes de emendas destinadas por Frias.
Segundo a Polícia Federal, há indícios da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado recursos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Dados financeiros analisados durante a investigação indicaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que fariam parte do esquema investigado.
A investigação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.
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