Maceió

MP cobra retirada de fios irregulares e limpeza dos postes em Maceió

Reunião com Equatorial, Ilumina e empresas de internet discutiu medidas para reduzir riscos e organizar a rede

Por Erick Balbino/7Segundos 12/09/2026 11h11
MP cobra retirada de fios irregulares e limpeza dos postes em Maceió
Emaranhado de fios elétricos - Foto: Reprodução

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) cobrou, nesta sexta-feira (11), medidas mais efetivas para retirar cabos sem uso e instalações irregulares dos postes de Maceió. A situação foi discutida durante uma reunião com representantes da Equatorial Alagoas, da Ilumina e de empresas de telecomunicações que atuam na capital.

O excesso de fios pode ser observado em diferentes pontos da cidade, onde cabos abandonados se misturam às redes que ainda são utilizadas para o fornecimento de energia e serviços de internet. Além do impacto visual, a estrutura desorganizada pode oferecer riscos à população, principalmente pela possibilidade de existência de cabos energizados.

Segundo o promotor de Justiça Jorge Dória, o Ministério Público instaurou um procedimento para buscar soluções para o problema. Ele defendeu uma atuação mais rápida dos responsáveis pela infraestrutura e afirmou que a situação não pode permanecer como parte da paisagem urbana.

A Ilumina já realiza a retirada de materiais sem utilização por meio do projeto Poste Limpo. Durante o encontro, porém, o MP-AL cobrou uma participação mais efetiva da Equatorial, com ações de fiscalização e organização da rede. A expectativa é que as duas empresas atuem de maneira integrada para acelerar a limpeza dos postes.

Mais de 270 toneladas já foram retiradas

A dimensão do problema também aparece nos números apresentados durante a reunião. A Ilumina informou que mais de 270 toneladas de cabos foram removidas de diferentes bairros de Maceió pelo projeto Poste Limpo.

A Associação dos Provedores do Estado de Alagoas (Aspeal), por sua vez, informou que aproximadamente 200 quilômetros de vias já foram atendidos, com a retirada de cerca de 300 toneladas de cabos e outros materiais abandonados.

Embora os dados apresentados pelas instituições tenham diferenças nos levantamentos, os números demonstram a quantidade de resíduos acumulados na infraestrutura urbana da capital.

Material pode ser reciclado

A retirada dos cabos também levantou uma discussão sobre a destinação do material recolhido. A Aspeal defende estudos para ampliar o reaproveitamento dos resíduos, inclusive por meio da reciclagem.

Entre as possibilidades apontadas estão a utilização dos materiais na fabricação de produtos destinados à construção civil e à infraestrutura urbana, como peças para concreto e asfalto, tampas de bueiro, blocos, pisos e revestimentos.

Outra alternativa debatida é a ampliação das chamadas redes neutras, modelo em que diferentes empresas de telecomunicações compartilham a mesma infraestrutura. A medida pode ajudar a evitar a instalação excessiva de novos cabos nos postes.

Equatorial afirma que empresas são notificadas

A Equatorial Alagoas informou que já adota procedimentos para fiscalizar e organizar a utilização dos postes pelas empresas de telecomunicações. De acordo com a distribuidora, quando são identificadas irregularidades técnicas, os responsáveis são comunicados para realizar as adequações necessárias.

A empresa também informou que deverá contribuir com informações e sugestões para o enfrentamento do problema, seguindo os encaminhamentos e prazos estabelecidos durante a reunião com o Ministério Público.

A Ilumina também se comprometeu a encaminhar ao MP-AL as informações e propostas solicitadas no encontro.

A intenção é transformar a retirada de cabos abandonados e irregulares em uma ação mais contínua, reduzindo a poluição visual e, principalmente, os riscos provocados pela desorganização da rede nas ruas de Maceió.