Polícia

Operação da PF em Capela bloqueia R$4,6 milhões e afasta servidores

Investigação apura suposto desvio de recursos federais em contratos de veículos e máquinas entre 2018 e 2024

Por Erick Balbino 15/09/2026 09h09
Operação da PF em Capela bloqueia R$4,6 milhões e afasta servidores
Capela é uma cidade alagoana localizada na Zona da Mata - Foto: Reprodução

Servidores públicos foram afastados das funções nesta terça-feira (15) durante a Operação Rota Paralela, deflagrada pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria Regional da União em Alagoas (CGU/AL), para investigar um possível esquema de desvio de recursos públicos federais no município de Capela, no interior de Alagoas.

Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Capela, Maceió, Rio Largo e Atalaia. Por determinação judicial, também foi ordenado o sequestro de bens e valores que somam R$ 4.673.795,01, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Segundo as investigações, recursos federais destinados ao município teriam sido desviados entre 2018 e 2024 por meio de contratos para a locação de veículos e máquinas. A suspeita é de que servidores e outros envolvidos tenham atuado em diferentes etapas dos processos de contratação, incluindo procedimentos licitatórios e a fiscalização dos serviços.

A apuração aponta ainda que os contratos investigados teriam sido direcionados a uma empresa específica do setor de locação de veículos e máquinas. Os investigadores identificaram indícios de possíveis fraudes nas licitações e falhas na fiscalização dos contratos firmados pela administração municipal.

Durante a operação, agentes recolhem documentos, equipamentos e outros materiais que podem contribuir para esclarecer a dinâmica das supostas irregularidades e identificar a participação individual dos investigados. O afastamento de servidores também foi determinado pela Justiça como parte das medidas adotadas no curso da investigação.

PF e CGU buscam dimensionar o eventual prejuízo provocado aos cofres públicos e rastrear a destinação dos recursos que teriam sido desviados. O bloqueio patrimonial superior a R$ 4,6 milhões pretende preservar valores para uma possível reparação dos danos causados ao erário.

Os investigados poderão responder, conforme a conduta atribuída a cada um, por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em licitação e contrato em prejuízo da Administração Pública, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As investigações permanecem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas aos contratos sob suspeita.

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