Violência

Veja o relato do turista vítima de assédio sexual durante passeio de jangada em Maceió

Homem de 34 anos afirma que jangadeiro tocou seu corpo sem consentimento e fez abordagens de cunho sexual durante passeio na Praia de Pajuçara

Por Gabrielly Farias 17/09/2026 14h02 - Atualizado em 17/09/2026 15h03
Veja o relato do turista vítima de assédio sexual durante passeio de jangada em Maceió
Praia de Pajuçara - Foto: Wesley Menegari

Um turista de 34 anos relatou à reportagem ter sido vítima de assédio sexual durante um passeio de jangada na Praia de Pajuçara, em Maceió, no último domingo (13). O homem estava sozinho na cidade e contratou o passeio até as piscinas naturais pelo valor de R$ 70.

Segundo o relato, ele chegou à praia por volta das 11h e contratou o passeio, que teria duração de uma hora e meia a duas horas. Ainda no início da atividade, o jangadeiro teria feito uma piada de cunho sexual. “Achei que fosse uma brincadeira”, contou.

Após ajudar a puxar a âncora da embarcação, o turista afirma que recebeu o pedido para se sentar no fundo da jangada, ao lado do profissional. Ele questionou se a mudança de lugar seria para equilibrar o peso e, segundo o relato, recebeu uma resposta afirmativa.

Quando se sentou, o jangadeiro teria passado as mãos nas costas do turista e perguntado se ele já havia passado protetor solar. “No mesmo momento minha reação foi me afastar e pedir para que não colocasse a mão em mim”, relatou.

De acordo com o relato, depois desse episódio o homem passou a se sentir inseguro por estar sozinho com o jangadeiro em alto-mar. Ele afirma que a embarcação foi conduzida para uma piscina mais isolada, enquanto era possível observar diversas outras jangadas em pontos diferentes.

Após alguns minutos no local, o jangadeiro teria dito que também entraria na água e perguntou se poderia nadar junto com o turista. Ele afirma que recusou o convite. “Nesse momento eu pedi que ele me deixasse aproveitar o meu momento. Já não havia ‘aproveitar’, tendo em vista que eu estava com medo de qualquer coisa que o criminoso pudesse fazer comigo”, relatou.

Ainda segundo o turista, o jangadeiro perguntou se ele era uma pessoa transexual. Diante do desconforto, ele pediu para ser levado a outra piscina, mas afirma que o profissional recusou a solicitação, dizendo que não havia nada interessante nos outros locais.

O homem conta que, naquele momento, pegou o telefone e fingiu que conversaria com amigos sobre a possibilidade de fazerem o passeio. Segundo ele, a atitude foi uma forma de se sentir mais protegido. “Estava mentindo, claro, foi uma forma de me sentir protegido, pois não queria ficar mais na companhia daquele criminoso”, afirmou.

O jangadeiro teria iniciado o retorno, mas sugeriu uma parada em outra piscina onde havia um bar. O turista aceitou por considerar que estaria mais seguro com a presença de outras pessoas. Ele também disse ao profissional que amigos o esperavam na praia.

Durante o trajeto, conforme o relato, o jangadeiro teria discutido com outros profissionais que trabalhavam na região. O turista afirma que, já próximo à praia, houve outra discussão, acompanhada de palavrões, e que um dos trabalhadores pediu que ele respeitasse o cliente que estava na embarcação.

Após desembarcar, o turista realizou o pagamento e deixou o local. Ele afirma que chegou a pensar em procurar uma delegacia, mas desistiu por medo de exposição, já que estava em uma cidade desconhecida e ainda abalado com o ocorrido. “Eu estava em choque com tudo o que acabara de me acontecer naquela última hora. Nunca havia vivido isso na pele. Foi horrível e triste”, declarou.