Política

Roberta Luchsinger cita 'aero Lula', FAB e sala do presidente em mensagens

Mensagens de 2023 a 2025 mostram que Roberta se referia a Lula como "pai do Fábio"

Por 7Segundos com UOL 21/09/2026 10h10
Roberta Luchsinger cita 'aero Lula', FAB e sala do presidente em mensagens
Lobista Roberta Luchsinger - Foto: Reprodução

Mensagens de WhatsApp atribuídas à lobista Roberta Luchsinger citam viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), acesso ao Palácio do Planalto e encontros com o presidente Lula, segundo reportagem publicada pelo Metrópoles.

O que aconteceu

Em 24 de março de 2023, Roberta escreveu à mãe que tinha ido a Brasília no "aero Lula". Questionada se era o avião presidencial, ela respondeu: "Avião do Lula kkkkk".

Registros do Palácio do Planalto mostram que Roberta entrou no prédio dois dias antes, às 15h37. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, e ela enviou uma foto do local à mãe.

Em um áudio enviado em novembro de 2023 a uma assessora do governo da Bahia, a lobista disse que viajaria de FAB com Lulinha. Ela afirmou que embarcaria pela base aérea, sem usar o terminal de voos comerciais.

Outra mensagem, de fevereiro de 2024, diz que Roberta voltava de FAB após uma reunião na Organização das Nações Unidas (ONU). O retorno da Europa ao Brasil naquela viagem ocorreu em voo comercial da TAP.

Lula negou conhecer a lobista

Em sabatina na TV Globo em 27 de agosto, Lula declarou que não conhece Roberta Luchsinger. "Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim", disse o presidente, que também a chamou de "pilantra".

Mensagens de 2023 a 2025 mostram que Roberta se referia a Lula como "pai do Fábio". Em junho de 2025, ela escreveu a uma advogada que estava "na sala do pai do Fábio".

Em outubro de 2023, Roberta informou a um contato que ainda estava na casa do "pai do Fábio". No ano seguinte, ela associou a antecipação de uma viagem a Brasília ao tombo sofrido por Lula no banho, em 19 de outubro de 2024.

Inquéritos no STF

Casos envolvendo Roberta, Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O principal apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde para a venda de fármacos derivados de maconha, como o canabidiol (CBD).

Roberta apresentava Lulinha como sócio em contatos com terceiros, embora os dois não tenham empresa em conjunto. Lulinha também atuou com o Careca do INSS na Cannabis World, empresa de maconha medicinal dele.