Polícia

Polícia Civil identifica jangadeiro denunciado por importunação sexual em Maceió

Profissional, que nega a acusação de importunação sexual, foi intimado a prestar depoimento nesta quarta-feira (23)

Por Gabrielly Farias 21/09/2026 14h02 - Atualizado em 21/09/2026 15h03
Polícia Civil identifica jangadeiro denunciado por importunação sexual em Maceió
Praia de Pajuçara - Foto: Wesley Menegari

A investigação sobre a denúncia de importunação sexual durante um passeio de jangada nas piscinas naturais de Pajuçara, em Maceió, avançou. A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) identificou o profissional apontado pelo turista e marcou para esta quarta-feira (23) o depoimento do jangadeiro, que nega a acusação.

O caso aconteceu no dia 13 de setembro e se tornou público no último dia 17. A investigação é conduzida pela Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur), sob responsabilidade da delegada Lucimônica.

Segundo a delegada, o turista já prestou depoimento e apresentou à polícia a versão sobre o que teria acontecido durante o passeio. Conforme o relato, ele estava sozinho na jangada quando o profissional teria feito comentários de cunho sexual. Ainda de acordo com a denúncia, em determinado momento o jangadeiro teria pedido que o turista se sentasse próximo a ele e, posteriormente, tocado suas costas sem consentimento.

O turista afirma que pediu para não ser tocado e que ficou constrangido quando a embarcação foi levada para uma área das piscinas naturais onde havia poucas pessoas. Segundo o relato, o jangadeiro também teria feito outro convite de cunho íntimo, o que aumentou o desconforto durante o passeio. Diante da situação, o turista pediu para retornar a uma área com mais pessoas e decidiu encerrar a atividade. Posteriormente, procurou autoridades e tornou o caso público.

Em entrevista à TV Pajuçara, a delegada Lucimônica informou que o jangadeiro foi localizado e intimado pela Polícia Civil. Segundo ela, o profissional afirmou que trabalha com transporte de passageiros em jangadas desde os 14 anos e negou ter cometido qualquer ato de importunação sexual.

A versão do jangadeiro deverá ser apresentada formalmente durante o depoimento marcado para esta quarta-feira (23). A partir dos depoimentos e dos demais elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil deverá analisar as circunstâncias do caso.

Caso os fatos sejam comprovados e haja enquadramento pelo crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, a pena prevista é de um a cinco anos de reclusão.