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Brasil e outras comitividas abandonam plenário da ONU na fala de Israel

Missão do Brasil na ONU deixou por completo plenário da Assembleia Geral após o anúncio do discurso do premiê israelense, junto de diversas outras comitivas

Por 7Segundos com G1 25/09/2026 10h10
Brasil e outras comitividas abandonam plenário da ONU na fala de Israel
Comitiva do Brasil abandona Assembleia Geral antes de discurso de Netanyahu - Foto: Reprodução

A Missão do Brasil na ONU abandonou nesta quinta-feira (24) o plenário da Assembleia Geral após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ser chamado para discursar. Comitivas de diversos países também deixaram o local.

Ao g1, uma fonte da Missão brasileira disse que o Itamaraty orientou a delegação a expressar protesto pelos bombardeios de Israel na Faixa de Gaza, iniciados em outubro de 2023 em reação ao ataque do Hamas em território israelense.

Os diplomatas brasileiros repetiram o ato de anos anteriores, também antes do discurso de Netanyahu. Desta vez, no entanto, a orientação foi esperar que Netanyahu fosse anunciado e entrasse na sala, ainda segundo a fonte da diplomacia.

Em 2024, na primeira reprimenda, a comitiva brasileira abandonou o plenário antes mesmo do anúncio, o que é visto na diplomacia como um ato de condenação mais leve. A retirada da comitiva após a presença do primeiro-ministro corresponde a uma condenação maior à Netanyahu.

Netanyahu entrou no plenário da ONU sob vaias e aplausos — capitaneados pelas comitivas dos Estados Unidos, de Israel, da Colômbia e por convidados dos governos.

Após o anúncio do primeiro-ministro israelense. Diversas comitivas abandonaram o plenário, também repetindo gestos de anos anteriores (veja no vídeo abaixo). Ficaram para o discurso de Netanyahu comitivas de países como Estados Unidos, Israel, Etiópia e Colômbia — cujo novo presidente, Abelardo de la Espriella, é aliado de Israel.

Em discurso em que voltou a argumentar que Israel age em defesa de sua própria existência e também do Ocidente, Netanyahu criticou países ocidentais que, segundo ele, cederam a "multidões antissemitas".

Ele também acusou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, de antissemitismo e rejeitou as acusações de genocídio contra Israel na guerra em Gaza.

"Israel não cometeu genocídio. Israel impediu um genocídio", afirmou.
O líder israelense disse, em resposta à denúncia, que Israel tomou medidas para reduzir o número de vítimas civis durante a guerra. Ele citou o envio de mensagens e panfletos para alertar moradores de áreas de combate e a vacinação contra a pólio em Gaza.

Autoridades palestinas afirmam que mais de 73 mil pessoas foram mortas na ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, lançada após terroristas do Hamas matarem cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel, em outubro de 2023.