Justiça

Novo julgamento de serial killer de Alagoas acontece nesta quarta-feira (7)

Albino Santos de Lima será julgado pelo homicídio de jovem no bairro Vergel do Lago, em Maceió; Segundo investigação, ele teria premeditado este e outros crimes

Por Maria Villanova, com assessoria 06/10/2026 13h01 - Atualizado em 06/10/2026 15h03
Novo julgamento de serial killer de Alagoas acontece nesta quarta-feira (7)
Albino Santos de Lima enfrentará novo julgamento nesta quarta-feira (7) - Foto: Divulgação

O Tribunal do Júri de Maceió realizará, nesta quarta-feira (7), um novo julgamento de Albino Santos de Lima, conhecido como o maior serial killer da história recente de Alagoas. A acusação desta vez é sobre o homicídio triplamente qualificado de Mikaele Leite da Silva, de 21 anos, assassinada no bairro Vergel do Lago, em Maceió.

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime foi motivado pelo fato de a jovem ter recusado as investidas de Albino para reatar um relacionamento amoroso. Diante da rejeição, teria sido armada uma emboscada por Albino, que teria atacado a jovem pelas costas, impedindo sua defesa.

Segundo investigações, Albino teria agido de maneira premeditada, com o planejamento detalhado de cada crime, sendo considerado uma pessoa fria e calculista. Ele já foi condenado a mais de 150 anos de prisão por outros homicídios. No caso de Mikaele, a acusação sustentará a tese de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, buscando a condenação integral.

Relembre o caso


O ex-agente penitenciário Albino Santos de Lima foi preso em Maceió sob a acusação de ser o maior serial killer da história recente de Alagoas, após investigações o vincularem a uma série de assassinatos na capital. Utilizando uma arma que pertencia ao seu pai, um policial aposentado, Albino escolhia as suas vítimas predominantemente entre mulheres jovens e adolescentes, monitorando a rotina de cada uma delas pelas redes sociais.

Os crimes seguiam um padrão de execução a tiros em vias públicas da parte baixa da cidade, o que gerou pânico na população local antes de sua captura pelas forças de segurança. Segundo investigações, os crimes teriam sido premeditados.

Após a sua prisão, a perícia balística conectou diretamente a arma apreendida com Albino a diversos homicídios sem solução na região. No decorrer das investigações, a defesa tentou alegar que o réu sofria de transtornos mentais graves que retiravam a sua capacidade de responder pelos atos. No entanto, segundo os autos, laudos oficiais de exames psiquiátricos atestaram a sua imputabilidade, comprovando que ele agia com plena consciência e frieza.