Polícia

Caso Gleice: ex-companheiro teria participado da morte do irmão dela, diz delegado

Homem foi preso nesta terça-feira (6) suspeito de envolvimento no desaparecimento da jovem, em Maceió

Por Gabrielly Farias 06/10/2026 15h03 - Atualizado em 06/10/2026 15h03
Caso Gleice: ex-companheiro teria participado da morte do irmão dela, diz delegado
Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, está desaparecida em Maceió - Foto: Reprodução

O ex-companheiro de Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, preso nesta terça-feira (6), também é suspeito de participação na morte do irmão dela, ocorrida em junho do ano passado. A informação foi divulgada pelo delegado João Marcelo, em entrevista à TV Pajuçara.

Gleice está desaparecida desde 30 de setembro, quando teria sido levada à força por homens encapuzados no Conjunto Caetés, no bairro Benedito Bentes, em Maceió.


Segundo o delegado, após a morte do irmão, Gleice teria sido expulsa da região onde morava. As investigações apontam que o irmão mantinha inimizades com integrantes de facções que atuam na localidade e era considerado uma pessoa marcada pelo grupo criminoso.

Mesmo após se mudar para o Parque dos Caetés, Gleice teria continuado recebendo alertas sobre os riscos de permanecer na região.

A Polícia Civil também apura possíveis conflitos entre Gleice e a atual companheira do suspeito. Após o desaparecimento da jovem, o homem teria deixado a região do Planalto, no Benedito Bentes, e ido para a casa de um parente, na Grota do Rafael, no Jacintinho.

O delegado informou que a polícia investiga se o suspeito teria participação direta no desaparecimento de Gleice, como executor ou mandante. Durante os depoimentos, segundo João Marcelo, o homem negou envolvimento, mas teria apresentado contradições. “Ele entra em contradições quando fala que não tinha contato com a vítima ou pessoas ligadas a ela. Mês passado, em setembro, ele chegou a perseguir pessoas ligadas à vítima”, afirmou o delegado.

Inicialmente, a Polícia Civil trabalhava com a hipótese de sequestro. No entanto, a falta de contato com a família, pedido de resgate ou outras características comuns a esse tipo de crime levou os investigadores a considerar a possibilidade de homicídio e ocultação de cadáver. “Não houve contato com a família, pedido de resgate ou qualquer outra situação que aponte para sequestro. Trabalhamos com a hipótese de homicídio e ocultação de cadáver”, disse João Marcelo.

Apesar da nova linha de investigação, a Polícia Civil não descarta a possibilidade de Gleice ainda estar viva.